UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018
Lactante de seis meses de idade com tosse, coriza e dificuldade para respirar, sem tiragem, apresenta frequência respiratória de 60 irpm, seriam critérios de internação obrigatória, exceto
Lactente com FR 60 irpm, sem tiragem: idade isolada não é critério obrigatório de internação, mas hipóxia, derrame pleural, vômitos persistentes e cuidador não confiável são.
Em infecções respiratórias agudas em lactentes, a idade (especialmente < 3 meses) é um fator de risco para gravidade, mas não um critério isolado de internação. Sinais como hipóxia, derrame pleural, vômitos persistentes com risco de desidratação e questões sociais (cuidador não confiável) são indicações claras de internação hospitalar.
As infecções respiratórias agudas (IRAs), como bronquiolite e pneumonia, são as principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, especialmente em lactentes. A identificação precoce dos sinais de gravidade e a decisão correta sobre a necessidade de internação são cruciais para um desfecho favorável. Fatores como idade inferior a 3 meses, prematuridade, cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas e imunodeficiências aumentam o risco de complicações e a necessidade de hospitalização. O diagnóstico da gravidade baseia-se na avaliação clínica do desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa nasal, gemência), frequência respiratória, saturação de oxigênio e estado geral da criança (nível de consciência, hidratação, capacidade de alimentação). A hipoxemia, definida por saturação de oxigênio persistentemente baixa, é um dos critérios mais importantes para internação. Complicações como derrame pleural, apneia e desidratação grave também exigem manejo hospitalar. O tratamento hospitalar visa garantir suporte respiratório (oxigenoterapia), hidratação adequada, nutrição e, se indicado, antibioticoterapia. A avaliação do ambiente familiar e a confiabilidade do cuidador são aspectos essenciais na decisão de internação, pois um suporte domiciliar inadequado pode levar à piora do quadro. O prognóstico geralmente é bom com o manejo adequado, mas atrasos no reconhecimento da gravidade podem levar a complicações sérias.
Os principais sinais incluem hipóxia (SpO2 < 90-92%), taquipneia grave, tiragem subcostal ou intercostal intensa, apneia, cianose, alteração do nível de consciência, desidratação, vômitos persistentes e incapacidade de se alimentar adequadamente. Complicações como derrame pleural também são indicações.
Embora lactentes < 3 meses sejam considerados de alto risco e frequentemente internados, um lactente de 6 meses, se não apresentar outros sinais de gravidade como hipóxia, desconforto respiratório intenso ou complicações, pode ser manejado ambulatorialmente. A idade é um fator de risco, mas a decisão de internação é multifatorial.
A presença de um cuidador não confiável é um critério social importante, pois compromete a adesão ao tratamento domiciliar, a observação de sinais de alerta e o retorno ao serviço de saúde em caso de piora. Nesses casos, a internação é fundamental para garantir a segurança e o tratamento adequado da criança.
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