UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Os sinais e sintomas abaixo representam critérios diagnósticos de pré-eclampsia com fatores de gravidade, EXCETO:
PA ≥ 140/90 mmHg é critério de pré-eclâmpsia, não de gravidade isoladamente.
A pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg é um critério para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, mas não é, por si só, um critério de gravidade. Os critérios de gravidade incluem elevações mais acentuadas da PA (≥ 160/110 mmHg) ou disfunção de órgãos-alvo, como insuficiência renal, disfunção hepática e sintomas neurológicos.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação que pode evoluir para formas graves, com risco significativo para a mãe e o feto. A identificação precoce dos sinais de gravidade é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações como eclampsia, síndrome HELLP, acidente vascular cerebral materno e óbito. Os critérios de gravidade refletem a disfunção de múltiplos órgãos-alvo. Os critérios diagnósticos de pré-eclâmpsia incluem hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria ou disfunção de órgão-alvo. No entanto, a pré-eclâmpsia é classificada como grave quando há PA ≥ 160/110 mmHg, trombocitopenia, insuficiência renal progressiva, disfunção hepática, edema pulmonar ou sintomas neurológicos/visuais. A alternativa D descreve apenas os critérios para o diagnóstico de hipertensão, não necessariamente de gravidade. O manejo da pré-eclâmpsia grave é mais agressivo, incluindo internação hospitalar, monitoramento intensivo, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da estabilidade materno-fetal. A compreensão desses critérios é vital para a tomada de decisão clínica e a segurança da paciente.
Os principais critérios de gravidade incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, trombocitopenia (< 100.000/mm³), insuficiência renal progressiva (creatinina > 1,1 mg/dL ou o dobro da linha de base), disfunção hepática (transaminases > 2x o normal), edema pulmonar e sintomas neurológicos ou visuais persistentes.
A diferenciação é crucial para o manejo clínico. A pré-eclâmpsia grave exige monitoramento mais intensivo, controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, mesmo que prematura, para evitar complicações maternas e fetais graves.
Sim, a dor epigástrica ou no quadrante superior direito é um sinal de gravidade. Geralmente indica distensão da cápsula de Glisson devido a edema hepático ou hemorragia subcapsular, podendo ser um prenúncio de síndrome HELLP ou ruptura hepática, condições de alta morbimortalidade.
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