UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Quanto aos critérios atuais de gravidade da pré-eclâmpsia, considere os itens a seguir. I. Edema agudo de pulmão. II. Proteinúria maior que 5 g/dia.III. Restrição de crescimento fetal intrauterino.IV. Plaquetopenia < 100.000/microL.Assinale a alternativa correta.
Pré-eclâmpsia grave: Edema agudo de pulmão e plaquetopenia < 100.000/microL são critérios. Proteinúria > 5g/dia e RCF não são mais critérios isolados.
Os critérios de gravidade da pré-eclâmpsia foram atualizados. Edema agudo de pulmão e plaquetopenia < 100.000/microL são, de fato, sinais de gravidade. No entanto, proteinúria > 5 g/dia e restrição de crescimento fetal intrauterino não são mais considerados critérios isolados de gravidade, embora indiquem risco e necessidade de monitoramento.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo na ausência de proteinúria. A classificação em 'com sinais de gravidade' é crucial, pois indica maior risco de morbimortalidade materna e fetal, exigindo manejo mais agressivo e, frequentemente, a interrupção da gestação. A compreensão dos critérios atualizados é vital para o residente em Obstetrícia, pois as diretrizes mudaram ao longo do tempo. Historicamente, a proteinúria > 5 g/dia era um critério de gravidade, mas as diretrizes atuais, como as do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), não a consideram mais um critério isolado. Em vez disso, o foco está na disfunção de órgãos maternos ou sintomas graves. Os critérios de gravidade incluem: pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo; plaquetopenia (< 100.000/microL); disfunção hepática (transaminases elevadas ≥ 2x o normal); insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação); edema agudo de pulmão; e sintomas neurológicos persistentes (cefaleia, distúrbios visuais) ou eclâmpsia. A restrição de crescimento fetal intrauterino, embora uma complicação séria, não é um critério direto de gravidade materna. O manejo da pré-eclâmpsia com sinais de gravidade geralmente envolve a internação hospitalar, monitoramento rigoroso da mãe e do feto, uso de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões (eclâmpsia) e anti-hipertensivos para controle pressórico. A decisão sobre o momento do parto é complexa e individualizada, considerando a idade gestacional, a gravidade da doença e a condição fetal. Em geral, a pré-eclâmpsia grave requer a interrupção da gestação após a estabilização materna, independentemente da idade gestacional, se houver risco iminente à vida da mãe ou do feto. O domínio desses critérios e condutas é fundamental para a segurança da paciente.
Os critérios atuais de gravidade da pré-eclâmpsia incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, plaquetopenia (< 100.000/microL), disfunção hepática (elevação de transaminases ≥ 2x o normal), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação), edema agudo de pulmão, e sintomas neurológicos como cefaleia persistente, distúrbios visuais ou convulsões (eclâmpsia).
A proteinúria, embora presente na pré-eclâmpsia, não se correlaciona diretamente com a gravidade dos desfechos maternos ou fetais. Da mesma forma, a restrição de crescimento fetal, embora uma complicação séria, é um achado fetal e não um critério direto de disfunção orgânica materna que define a gravidade da pré-eclâmpsia para a mãe.
O edema agudo de pulmão indica disfunção cardíaca e vascular grave, sendo uma emergência obstétrica. A plaquetopenia (< 100.000/microL) é um sinal de disfunção hematológica e pode indicar o desenvolvimento da Síndrome HELLP, ambas condições que exigem intervenção imediata devido ao alto risco de morbimortalidade materna.
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