USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Mulher, 26 anos, G0, comparece à Unidade Básica de Saúde com desejo de uso de DIU de cobre. Última menstruação há 8 dias. Refere que tem neoplasia intraepitelial cervical 1 (NIC 1) diagnosticada há 6 meses e faz seguimento clínico. Nega outras doenças. Não tem vícios. Não está usando nenhum método contraceptivo. Ao exame: PA: 110 x 70 mmHg, IMC: 23 Kg/m², exame físico geral e segmentar normal. Exame ginecológico apresentando candidíase vulvovaginal (primeiro episódio), sem outras anormalidades. Além de prescrever o tratamento de candidíase nesta consulta, quais condutas devem ser tomadas em relação ao caso clínico considerando os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (2015)?
NIC 1 e candidíase não contraindicam DIU de cobre; inserção imediata é segura.
De acordo com os critérios de elegibilidade da OMS, a Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 1 (NIC 1) e a candidíase vulvovaginal não são contraindicações para a inserção do DIU de cobre. A candidíase deve ser tratada, mas não impede a inserção. Como a paciente está no período pós-menstrual (8 dias da última menstruação) e não usava outro método, a inserção pode ser feita imediatamente sem necessidade de método adicional.
Os métodos contraceptivos de longa duração reversíveis (LARC), como o DIU de cobre, são altamente eficazes e seguros, sendo uma opção preferencial para muitas mulheres. A Organização Mundial de Saúde (OMS) publica critérios de elegibilidade para uso de métodos contraceptivos, que são guias essenciais para a prática clínica, ajudando a identificar condições que contraindicam ou limitam o uso de cada método. No caso da paciente com NIC 1 e candidíase, é fundamental consultar os critérios da OMS. A NIC 1 é classificada como Categoria 1 (condição para a qual não há restrição para o uso do método) para DIU de cobre. A candidíase vulvovaginal também é Categoria 1. Portanto, nenhuma dessas condições impede a inserção. A inserção pode ser feita a qualquer momento do ciclo menstrual, desde que se tenha certeza de que a mulher não está grávida. Como a paciente não usava outro método e a última menstruação foi há 8 dias, a inserção é segura e o DIU de cobre oferece proteção imediata, não exigindo método adicional. O manejo adequado da contracepção e das condições ginecológicas concomitantes é crucial na atenção primária. A compreensão dos critérios de elegibilidade da OMS permite que os profissionais de saúde ofereçam as melhores opções contraceptivas, garantindo segurança e eficácia, e evitando contraindicações desnecessárias que poderiam limitar o acesso a métodos eficazes.
Não, a NIC 1 não é uma contraindicação para a inserção do DIU de cobre, de acordo com os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). A paciente pode usar o DIU enquanto faz o seguimento clínico da NIC 1.
Infecções vaginais como a candidíase vulvovaginal não são contraindicações para a inserção do DIU. Recomenda-se tratar a infecção, mas a inserção pode ser feita na mesma consulta, se clinicamente apropriado.
O DIU de cobre é eficaz imediatamente após a inserção. Portanto, não há necessidade de usar um método contraceptivo adicional, a menos que haja suspeita de gravidez no momento da inserção ou que a inserção ocorra fora do período de segurança.
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