Contraceptivo Oral Combinado: Critérios OMS e Riscos

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2017

Enunciado

Associe a condição clínica de pacientes (coluna 1) com critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o uso de contraceptivo oral combinado (coluna 2). Coluna 1: Condição clínica dos pacientes (   ) Têm obesidade. (   ) Usam fenitoína. (   ) Têm história de trombose profunda. (   ) Têm hipertensão arterial sistêmica controlada e em acompanhamento. (   ) Fumam mais de 15 cigarros por dia e têm mais de 35 anos de idade. Coluna 2: Critérios da OMS 1. Não há restrição ao método contraceptivo. 2. As vantagens do uso do método superam o risco teórico ou comprovado. 3. Os riscos teóricos ou comprovados superam as vantagens do uso do método. 4. O risco do uso do método é inaceitável. O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas

  1. A) 2 - 3 - 4 - 2 - 3.
  2. B) 2 - 3 - 4 - 3 - 4.
  3. C) 3 - 2 - 3 - 2 - 1.
  4. D) 3 - 4 - 3 - 4 - 1.
  5. E) 4 - 2 - 4 - 2 - 1.

Pérola Clínica

Critérios OMS COC: Obesidade (2), Fenitoína (3), Trombose (4), HAS controlada (3), Tabagismo >35a (4).

Resumo-Chave

A classificação da OMS para contraceptivos orais combinados (COC) é crucial para a segurança do paciente. Condições como tabagismo pesado em mulheres >35 anos e história de trombose profunda representam contraindicações absolutas (categoria 4) devido ao risco inaceitável de eventos cardiovasculares e tromboembólicos.

Contexto Educacional

Os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para métodos contraceptivos são ferramentas essenciais na prática clínica para garantir a segurança e eficácia da contracepção. Eles classificam as condições de saúde em quatro categorias, indicando o nível de restrição ao uso de um método específico. Compreender essas categorias é fundamental para médicos e residentes, pois permite uma tomada de decisão informada, minimizando riscos e otimizando os benefícios para a paciente. A avaliação cuidadosa das condições clínicas, como obesidade, uso de medicamentos (ex: fenitoína), histórico de trombose, hipertensão arterial e tabagismo associado à idade, é crucial. Cada uma dessas condições pode alterar o balanço risco-benefício dos contraceptivos orais combinados (COC). Por exemplo, a história de trombose venosa profunda e o tabagismo intenso em mulheres acima de 35 anos representam contraindicações absolutas (categoria 4), devido ao risco inaceitável de eventos tromboembólicos e cardiovasculares. O tratamento contraceptivo deve ser individualizado, considerando não apenas a eficácia, mas também a segurança da paciente. A escolha do método deve sempre ser baseada nos critérios da OMS, que são atualizados periodicamente. Em casos de condições de alto risco, métodos contraceptivos alternativos, como os que contêm apenas progestagênio ou métodos não hormonais, devem ser considerados para evitar complicações graves e garantir a saúde reprodutiva da mulher.

Perguntas Frequentes

Quais são as categorias de elegibilidade da OMS para contraceptivos?

As categorias da OMS variam de 1 (sem restrição) a 4 (risco inaceitável), avaliando o balanço risco-benefício do método contraceptivo em diferentes condições de saúde.

Por que a fenitoína afeta a eficácia dos contraceptivos orais?

A fenitoína é um indutor enzimático hepático (citocromo P450), acelerando o metabolismo dos hormônios do contraceptivo oral, o que reduz sua concentração plasmática e, consequentemente, sua eficácia contraceptiva.

Qual o risco de contraceptivo oral em tabagistas acima de 35 anos?

Em mulheres tabagistas com mais de 35 anos, o uso de contraceptivos orais combinados aumenta drasticamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, sendo uma contraindicação absoluta (categoria 4 da OMS).

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