HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em paciente de 32 anos, com cefaleia com áurea, fumante 20 cigarros/dia e hipertensa, escolha entre as alternativas expostas abaixo, baseando nos critérios de elegibilidade do uso de anticoncepcionais da OMS o melhor método.
Cefaleia com aura + fumo + hipertensão = contraindicação absoluta para estrogênio; SIU-LNG é método seguro e eficaz.
Pacientes com cefaleia com aura, tabagismo e hipertensão apresentam alto risco cardiovascular e trombótico. O uso de contraceptivos que contêm estrogênio é contraindicado (Categoria 4 da OMS) devido ao risco aumentado de AVC e eventos trombóticos. Métodos apenas com progestagênio ou não hormonais são as opções seguras.
A escolha do método contraceptivo adequado é uma decisão clínica complexa que deve levar em conta não apenas a eficácia, mas também o perfil de saúde da paciente e seus fatores de risco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publica os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos, que são guias essenciais para a prática clínica, classificando as condições médicas em categorias de 1 a 4, onde 4 representa uma contraindicação absoluta. No caso de uma paciente de 32 anos com cefaleia com aura, tabagismo (20 cigarros/dia) e hipertensão, a presença de múltiplos fatores de risco cardiovascular é um alerta. A enxaqueca com aura, em particular, é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos que contêm estrogênio, devido ao risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico. O tabagismo e a hipertensão também elevam o risco de eventos trombóticos e cardiovasculares, potencializando os perigos do estrogênio. Portanto, qualquer método contraceptivo que contenha estrogênio (como injetáveis mensais combinados, anticoncepcionais orais combinados ou transdérmicos com ação hormonal) é contraindicado. A melhor opção, baseada nos critérios da OMS, seria um método que não contenha estrogênio. O sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) é uma excelente escolha, pois libera apenas progestagênio localmente, minimizando os efeitos sistêmicos e sendo seguro para pacientes com essas comorbidades. Outras opções seriam implantes de progestagênio ou injetáveis trimestrais de progestagênio.
Pacientes com enxaqueca com aura têm um risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico. O estrogênio presente nos contraceptivos combinados eleva ainda mais esse risco, sendo uma contraindicação absoluta (Categoria 4 da OMS).
O estrogênio aumenta o risco de eventos trombóticos (tromboembolismo venoso e arterial) e cardiovasculares. O tabagismo e a hipertensão são fatores de risco adicionais que potencializam esses efeitos, tornando o uso de estrogênio perigoso.
Para pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular (como enxaqueca com aura, tabagismo e hipertensão), métodos que não contêm estrogênio são preferíveis. Isso inclui métodos apenas com progestagênio (como o SIU-LNG, implantes, injetáveis trimestrais) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira).
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