Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Adolescente, 16 anos, teve o diagnóstico de hepatite B na mesma semana que iniciou o uso de pílula combinada contendo etinilestradiol 30 mcg e gestodeno 75 mcg, para contracepção. A conduta mais adequada, segundo os Critérios de Elegibilidade da OMS, é:
Hepatite B ativa → pílula combinada oral é Categoria 3 OMS (risco > benefício).
Os Critérios de Elegibilidade da OMS para o uso de métodos contraceptivos classificam condições médicas em categorias de 1 a 4. Hepatite B ativa ou doença hepática grave é uma condição de Categoria 3 para contraceptivos hormonais combinados, indicando que os riscos geralmente superam os benefícios.
Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos (MEC) da Organização Mundial da Saúde (OMS) são diretrizes globais que auxiliam profissionais de saúde na escolha do método contraceptivo mais seguro e eficaz para mulheres com condições médicas específicas. Eles classificam as condições em quatro categorias, de 1 (sem restrição) a 4 (contraindicação absoluta). A hepatite B, especialmente em sua fase ativa ou com comprometimento hepático significativo, é uma condição que exige atenção especial na escolha contraceptiva. Contraceptivos hormonais combinados (CHC), que contêm estrogênio e progestagênio, são metabolizados no fígado. Em pacientes com hepatite B ativa ou doença hepática grave (como cirrose descompensada), a capacidade do fígado de metabolizar esses hormônios pode estar comprometida, o que pode levar a um acúmulo de hormônios e, potencialmente, agravar a doença hepática ou causar efeitos adversos. Por essa razão, a hepatite B ativa é classificada como Categoria 3 para CHCs, significando que os riscos geralmente superam os benefícios. A conduta mais adequada, portanto, é suspender o uso da pílula combinada e oferecer métodos contraceptivos alternativos que não dependam extensivamente do metabolismo hepático ou que não contenham estrogênio. Opções seguras incluem métodos de barreira (preservativos), DIU de cobre, ou métodos hormonais que contêm apenas progestagênio, como o implante subdérmico, o DIU hormonal ou as pílulas de progestagênio isolado, desde que a doença hepática esteja estável e não haja cirrose descompensada. É crucial uma avaliação individualizada da função hepática e da gravidade da doença.
As categorias da OMS (1 a 4) indicam a segurança de um método contraceptivo para uma condição médica específica. Categoria 1 significa sem restrições, 2 significa benefícios geralmente superam riscos, 3 significa riscos geralmente superam benefícios, e 4 significa contraindicação absoluta.
O fígado metaboliza os hormônios presentes nos contraceptivos combinados. Em casos de hepatite B ativa ou doença hepática grave, a função hepática comprometida pode levar a um metabolismo inadequado dos hormônios e potencial piora da doença hepática.
Métodos não hormonais como DIU de cobre, preservativos, ou métodos hormonais apenas com progestagênio (como DIU hormonal, implante ou pílula de progestagênio isolado) são geralmente considerados seguros, desde que a função hepática esteja estável e não haja cirrose descompensada.
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