UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente no menacme com desejo de anticoncepção procura a Unidade Básica de Saúde referindo ser portadora de cardiopatia, tendo histórico de endocardite bacteriana e cursando atualmente com hipertensão pulmonar severa. Considerando os critérios médicos de elegibilidade da OMS para uso dos métodos anticoncepcionais, essa paciente NÃO deve utilizar:
Hipertensão pulmonar severa = contraindicação absoluta (Categoria 4 OMS) para anticoncepcionais hormonais combinados.
Pacientes com hipertensão pulmonar severa apresentam alto risco cardiovascular, tornando os anticoncepcionais hormonais combinados (AHOC) contraindicados devido ao risco trombótico. Métodos que contêm apenas progesterona ou métodos de barreira são opções mais seguras para essas pacientes, conforme os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com condições médicas complexas, como cardiopatias e hipertensão pulmonar severa, exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. Os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos (MEC) da Organização Mundial da Saúde (OMS) são uma ferramenta essencial para guiar essa decisão, classificando os métodos de 1 a 4, onde 4 indica uma contraindicação absoluta. A hipertensão pulmonar severa é uma condição grave que aumenta significativamente o risco de morbidade e mortalidade cardiovascular. Nesses casos, o uso de anticoncepcionais hormonais combinados (AHOCs), que contêm estrogênio e progesterona, é contraindicado (Categoria 4 da OMS). O estrogênio aumenta o risco de eventos tromboembólicos, o que pode ser catastrófico em pacientes com sistema cardiovascular já comprometido. Para pacientes com cardiopatia e hipertensão pulmonar severa, as opções contraceptivas mais seguras incluem métodos que contêm apenas progesterona, como implantes de etonogestrel, injetáveis de progesterona (DMPA), e o DIU hormonal (levonorgestrel), que geralmente são Categoria 1 ou 2. Métodos de barreira, como o preservativo, também são seguros e eficazes. A decisão deve ser individualizada, considerando a condição específica da paciente e seus riscos.
As contraindicações incluem hipertensão não controlada, hipertensão pulmonar severa, histórico de tromboembolismo venoso ou arterial, doença cardíaca isquêmica e valvopatias complicadas.
O componente estrogênico dos AHOCs aumenta o risco de eventos tromboembólicos, o que é inaceitável em pacientes com hipertensão pulmonar severa, que já possuem um sistema cardiovascular comprometido.
Métodos que contêm apenas progesterona (implantes, injetáveis, DIU hormonal) e métodos de barreira (preservativo) são geralmente considerados seguros, pois não aumentam o risco trombótico associado ao estrogênio.
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