Contracepção Segura após Trombose Venosa Profunda (TVP)

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016

Enunciado

Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 2 Para 2, procura a Unidade Básica de Saúde solicitando informações para utilização de método contraceptivo. Está assintomática, faz acompanhamento médico regular e apresenta resultado normal de citologia cervicovaginal colhida há 2 meses. Registra-se, como antecedente, colecistectomia há 2 anos, que cursou com trombose venosa profunda no membro inferior direito no pós-operatório. A paciente relata que, atualmente, não faz uso de qualquer medicação e nega tabagismo e outras doenças. Uma opção contraceptiva adequada para essa paciente é o uso de anticoncepcional à base de:

Alternativas

  1. A) Etinilestradiol 50 mcg, por via oral, mensal.
  2. B) Noretisterona 0,35 mg, por via oral, de uso contínuo.
  3. C) Etinilestradiol 30 mcg + levonorgestrel 0,15 mg, por via oral, mensal.
  4. D) Enantato de noretisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg, injetável, mensal.

Pérola Clínica

História de TVP → Contraindicação absoluta a Estrogênios (Categoria 4) → Usar Progestogênio isolado.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de tromboembolismo venoso possuem contraindicação formal ao uso de estrogênios sintéticos devido ao aumento do risco de novos eventos trombóticos.

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo deve sempre respeitar os Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS. Para mulheres com antecedentes de TVP ou embolia pulmonar, o uso de estrogênios (etinilestradiol, valerato de estradiol) é proscrito. A paciente do caso teve uma TVP pós-operatória, o que a coloca em risco aumentado. A noretisterona (progestogênio isolado) não altera significativamente a cascata de coagulação, sendo uma alternativa segura. Outras opções seriam o DIU (Cobre ou Mirena) ou o implante de etonogestrel.

Perguntas Frequentes

Por que o estrogênio é proibido após TVP?

O estrogênio aumenta a síntese hepática de fatores de coagulação e diminui anticoagulantes naturais (como a proteína S), elevando o risco de fenômenos tromboembólicos. Segundo a OMS, história de TVP é Categoria 4 (risco inaceitável) para métodos combinados.

Quais as opções para quem não pode usar estrogênio?

As opções incluem métodos de progestogênio isolado (minipílula de noretisterona, desogestrel, injetável trimestral, implante subdérmico), DIU de cobre ou DIU de levonorgestrel, além de métodos de barreira.

A noretisterona é segura nesse caso?

Sim. A noretisterona 0,35 mg (minipílula) é um progestogênio isolado. Métodos apenas com progestogênio são Categoria 2 (os benefícios superam os riscos) para pacientes com histórico de TVP, sendo uma opção adequada.

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