ACO: Critérios de Elegibilidade da OMS para Prescrição Segura

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021

Enunciado

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as situações com os respectivos critérios de elegibilidade da OMS para o uso de Anticoncepcional Combinado Oral (ACO).Coluna 11. Categoria 1.2. Categoria 2.3. Categoria 3.4. Categoria 4.Coluna 2(  ) Uso de ACO imediatamente após aborto completo de primeiro trimestre.(  ) Uso de ACO após 30 dias do parto a termo, amamentando exclusivamente.(  ) Uso de ACO na perimenopausa na presença de hipertensão arterial sistêmica controlada, sem outras comorbidades.(  ) Uso de ACO quando há história familiar para câncer de mama.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas

  1. A) 4 – 2 – 4 – 3.
  2. B) 1 – 4 – 3 – 1.
  3. C) 1 – 3 – 4 – 4.
  4. D) 4 – 4 – 3 – 2.
  5. E) 3 – 4 – 1 – 2.

Pérola Clínica

ACOs combinados são Categoria 4 em amamentação exclusiva <6 meses; Categoria 3 em HAS controlada; Categoria 1 pós-aborto 1º tri e história familiar CA mama.

Resumo-Chave

Os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS para métodos contraceptivos são essenciais para a prática clínica. ACOs combinados são contraindicados (Categoria 4) durante a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses pós-parto. Hipertensão arterial, mesmo controlada, eleva o risco (Categoria 3).

Contexto Educacional

Os Anticoncepcionais Combinados Orais (ACOs) são amplamente utilizados, mas sua prescrição exige um conhecimento aprofundado dos Critérios de Elegibilidade Médica da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses critérios classificam as condições de saúde em quatro categorias, indicando a segurança do uso de um método contraceptivo específico em cada situação. A compreensão dessas categorias é vital para garantir a segurança da paciente e otimizar a escolha contraceptiva. Situações como o pós-aborto de primeiro trimestre geralmente permitem o uso imediato de ACOs (Categoria 1), enquanto a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses pós-parto representa uma contraindicação significativa para ACOs combinados (Categoria 4), devido ao impacto na lactação e à exposição hormonal do lactente. Nesses casos, métodos apenas com progestagênio são preferíveis. A presença de hipertensão arterial, mesmo que controlada, eleva o risco cardiovascular associado aos ACOs combinados, classificando-os como Categoria 3. Em casos de hipertensão não controlada ou grave, a contraindicação se torna absoluta (Categoria 4). Por outro lado, a história familiar de câncer de mama não é uma contraindicação para o uso de ACOs (Categoria 1). O domínio desses critérios permite ao residente oferecer uma contracepção segura e personalizada, minimizando riscos e maximizando benefícios.

Perguntas Frequentes

O que significam as Categorias de Elegibilidade Médica da OMS para contraceptivos?

As categorias variam de 1 a 4, indicando a segurança do método: Categoria 1 (sem restrição), Categoria 2 (benefícios geralmente superam riscos), Categoria 3 (riscos geralmente superam benefícios), Categoria 4 (risco inaceitável para uso do método).

Por que os ACOs combinados são contraindicados na amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses?

Os estrogênios presentes nos ACOs combinados podem reduzir a produção de leite materno e, em menor grau, passar para o bebê. Métodos apenas com progestagênio são preferíveis nesse período.

Qual a recomendação para o uso de ACOs em pacientes com hipertensão arterial?

Em pacientes com hipertensão arterial controlada, os ACOs combinados são Categoria 3, pois aumentam o risco cardiovascular. Em hipertensão não controlada ou grave, são Categoria 4. Métodos não hormonais ou apenas com progestagênio são mais seguros.

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