Anticoncepcionais Reversíveis: Critérios OMS e Contraindicações

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2017

Enunciado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou orientações com base em evidências para o uso de anticoncepcionais reversíveis em 2010, amplamente utilizadas para avaliar as melhores indicações e as contraindicações para o uso do método. Sobre essa temática, analise as afirmativas a seguir: I. Nas mulheres em amamentação, os anticoncepcionais hormonais combinados são categoria 1, se iniciado após 30 dias. II. Os implantes de progesterona são contraindicados em pacientes com distúrbios tromboembólicos. III. O dispositivo intrauterino com cobre é categoria 1, quando inserido um mês pós-parto. IV. Os anticoncepcionais orais combinados com 20mg de estradiol são categoria 4 para pacientes com lúpus, mesmo que os anticorpos antifosfolípedes sejam negativos. Estão CORRETAS as afirmativas.

Alternativas

  1. A) I e II apenas
  2. B) II e III apenas
  3. C) III e IV apenas
  4. D) IV e I apenas

Pérola Clínica

DIU de cobre é seguro pós-parto (Cat 1); implantes de progesterona são contraindicados em distúrbios tromboembólicos (conforme gabarito).

Resumo-Chave

As diretrizes da OMS (Critérios de Elegibilidade Médica - MEC) são cruciais para a escolha do método contraceptivo. O DIU de cobre é uma opção segura pós-parto (Categoria 1), enquanto implantes de progesterona, embora geralmente seguros, podem ser considerados contraindicados em distúrbios tromboembólicos em alguns contextos (conforme gabarito).

Contexto Educacional

As orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o uso de anticoncepcionais reversíveis, conhecidas como Critérios de Elegibilidade Médica (MEC), são ferramentas essenciais para profissionais de saúde na escolha do método contraceptivo mais seguro e eficaz para cada paciente. Essas diretrizes classificam as condições médicas em quatro categorias, indicando o grau de risco associado ao uso de um método específico. Compreender essas categorias é fundamental para evitar complicações e garantir a saúde reprodutiva das mulheres. A questão aborda pontos cruciais dessas diretrizes. Por exemplo, a inserção do dispositivo intrauterino com cobre (DIU de cobre) é considerada Categoria 1 quando realizada um mês pós-parto, o que significa que não há restrições para seu uso e os benefícios superam amplamente os riscos. Isso o torna uma excelente opção para mulheres no puerpério que desejam um método contraceptivo de longa duração. Em relação aos implantes de progesterona e distúrbios tromboembólicos, as diretrizes da OMS geralmente os classificam como Categoria 2 para histórico de VTE, indicando que os benefícios geralmente superam os riscos. No entanto, a questão sugere que podem ser contraindicados, o que pode refletir uma interpretação mais cautelosa em alguns contextos clínicos ou diretrizes mais antigas. Para residentes, é vital consultar as versões mais recentes dos MEC e realizar uma avaliação individualizada do risco-benefício, especialmente em pacientes com condições médicas complexas como lúpus ou histórico de trombose, onde anticoncepcionais hormonais combinados geralmente apresentam riscos maiores.

Perguntas Frequentes

Quais são os Critérios de Elegibilidade Médica (MEC) da OMS para métodos contraceptivos?

Os MEC classificam as condições médicas em quatro categorias (1 a 4) para cada método contraceptivo, indicando a segurança e adequação do uso. Categoria 1 significa sem restrições, enquanto Categoria 4 indica risco inaceitável.

Quando o DIU de cobre pode ser inserido após o parto?

O DIU de cobre pode ser inserido imediatamente pós-parto (Categoria 1 nas primeiras 48h) ou após 4 semanas (Categoria 1). Entre 48h e 4 semanas, é Categoria 2.

Quais são as considerações para o uso de implantes de progesterona em pacientes com distúrbios tromboembólicos?

Embora os implantes de progesterona sejam geralmente considerados seguros (Categoria 2) em pacientes com histórico de distúrbios tromboembólicos, a questão aponta que podem ser contraindicados em certos contextos, exigindo avaliação individualizada do risco-benefício.

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