UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
De acordo com os critérios de elegibilidade para o uso de anticoncepcionais da OMS, assinale a alternativa falsa:
Doença de vesícula biliar tratada cirurgicamente NÃO contraindica contraceptivo combinado oral (CCO).
Os critérios de elegibilidade da OMS para métodos contraceptivos são guias essenciais para a prática clínica, ajudando a identificar condições médicas que contraindicam ou limitam o uso de certos métodos. É importante saber que ter tido doença da vesícula biliar tratada cirurgicamente não é uma contraindicação para o uso de contraceptivos orais combinados.
Os critérios de elegibilidade médica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o uso de métodos contraceptivos são ferramentas cruciais para a tomada de decisão clínica, garantindo a segurança e a eficácia da contracepção. Eles categorizam as condições médicas em relação a cada método, auxiliando profissionais de saúde a oferecer a melhor opção para cada paciente. É fundamental que residentes dominem esses critérios, especialmente para contraceptivos hormonais combinados (CCOs), que possuem mais contraindicações devido ao componente estrogênico. Condições como tabagismo em mulheres > 35 anos (especialmente > 15 cigarros/dia) e Síndrome Antifosfolípide são contraindicações importantes devido ao risco trombótico aumentado. Um ponto de atenção é a doença da vesícula biliar. Enquanto a doença biliar aguda ou grave não tratada é uma contraindicação (Categoria 3 ou 4), o antecedente de doença da vesícula biliar tratada cirurgicamente (colecistectomia) não representa uma restrição ao uso de CCOs (Categoria 1 ou 2), pois o risco já foi mitigado. Anemias como talassemia e anemia falciforme, se não complicadas, geralmente não são impedimentos ao uso de CCOs.
A OMS classifica as condições médicas em 4 categorias: Categoria 1 (sem restrição de uso), Categoria 2 (vantagens superam riscos), Categoria 3 (riscos superam vantagens, uso não recomendado a menos que outros métodos não estejam disponíveis/aceitáveis), e Categoria 4 (contraindicação absoluta).
Tabagistas com mais de 35 anos têm um risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares (infarto do miocárdio, AVC) ao usar contraceptivos combinados orais, devido ao efeito sinérgico do tabagismo e dos estrogênios na coagulação e na saúde vascular.
Mulheres com Síndrome Antifosfolípide (SAF) têm um risco elevado de trombose. Por isso, a OMS classifica o uso de contraceptivos combinados orais como Categoria 4 (contraindicação absoluta) e os métodos apenas com progestagênio como Categoria 3 ou 4, dependendo da presença de trombose prévia.
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