CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Mulher de 25 anos portadora de valvulopatia mitral vem evoluindo com febre há 3 meses e ao procurar seu médico assistente o mesmo suspeita de um quadro de Endocardite Infecciosa. Em relação aos critérios de Duke modificado é correto afirmar EXCETO:
Critérios de Duke: Hemoculturas para EI variam por microrganismo, nem sempre 12h de intervalo.
Os critérios de Duke modificados para Endocardite Infecciosa exigem hemoculturas específicas. Para microrganismos típicos (ex: S. aureus, S. viridans), duas hemoculturas positivas são suficientes. Para atípicos ou em uso de ATB, três ou mais hemoculturas podem ser necessárias, sem obrigatoriedade de intervalo de 12h, dependendo da situação clínica.
A Endocardite Infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, frequentemente envolvendo as valvas cardíacas, e é uma condição de alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado. Os Critérios de Duke modificados são a ferramenta diagnóstica padrão-ouro, combinando achados microbiológicos, ecocardiográficos e clínicos. Um ponto crucial nos Critérios de Duke refere-se às hemoculturas. Para microrganismos típicos de EI (como Streptococcus viridans, Staphylococcus aureus, enterococos), duas hemoculturas positivas de amostras separadas são consideradas um critério maior. Para microrganismos atípicos ou em pacientes que já receberam antibióticos, pode ser necessário um número maior de hemoculturas (três ou mais), coletadas em diferentes locais e momentos, mas o intervalo de 12 horas não é um requisito rígido para todos os cenários. A alternativa A está incorreta ao generalizar a necessidade de duas hemoculturas com intervalo de 12h para todos os microrganismos. O ecocardiograma é um critério maior essencial, capaz de identificar vegetações, abscessos, pseudoaneurismas ou deiscência de próteses. Os critérios menores englobam fatores predisponentes, febre, e fenômenos vasculares e imunológicos, como embolias, aneurismas micóticos, lesões de Janeway e nódulos de Osler. A combinação desses critérios permite classificar a EI como definitiva, possível ou rejeitada, guiando a conduta terapêutica, que geralmente envolve antibióticos prolongados e, em muitos casos, cirurgia.
Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos de EI ou persistência de bacteremia, e evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (vegetação, abscesso, deiscência de prótese).
Para microrganismos típicos, duas hemoculturas positivas de amostras separadas são geralmente suficientes. Em casos de microrganismos atípicos ou pacientes já em uso de antibióticos, três ou mais hemoculturas podem ser necessárias.
Critérios menores incluem febre (>38°C), fenômenos vasculares (embolia arterial, infarto pulmonar, aneurisma micótico, lesões de Janeway), fenômenos imunológicos (glomerulonefrite, nódulos de Osler, manchas de Roth), e fatores predisponentes (cardiopatia ou uso de drogas intravenosas).
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