Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
São critérios diagnósticos de endocardite infecciosa, EXCETO:
VHS ↑ e FR ↑ são inespecíficos; hemocultura + e glomerulonefrite são critérios de Duke para EI.
Os critérios de Duke modificados são a base para o diagnóstico de endocardite infecciosa, incluindo achados microbiológicos, evidência ecocardiográfica e fenômenos vasculares/imunológicos. VHS e Fator Reumatoide são marcadores inflamatórios inespecíficos e não fazem parte dos critérios diagnósticos maiores ou menores.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, geralmente envolvendo válvulas cardíacas, com alta morbimortalidade. É crucial para estudantes e residentes dominar seus critérios diagnósticos para um manejo precoce e eficaz. A epidemiologia varia, mas pacientes com doenças valvares prévias, próteses valvares, cardiopatias congênitas ou usuários de drogas intravenosas estão em maior risco. A identificação rápida é vital para evitar complicações graves como insuficiência cardíaca, embolia e abscessos. A fisiopatologia da EI envolve a formação de um trombo estéril (endocardite trombótica não infecciosa) em um endotélio previamente lesado, que posteriormente é colonizado por microrganismos presentes na corrente sanguínea (bacteremia). Os critérios de Duke modificados são a ferramenta diagnóstica padrão-ouro, combinando achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. É fundamental diferenciar achados inespecíficos, como VHS e Fator Reumatoide elevados, de critérios diagnósticos específicos, como hemoculturas positivas para patógenos típicos ou evidência ecocardiográfica de vegetação. O tratamento da EI é prolongado, geralmente com antibióticos intravenosos por várias semanas, e pode exigir intervenção cirúrgica em casos de insuficiência cardíaca, embolia recorrente ou infecção não controlada. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico, do microrganismo envolvido e da presença de complicações. A profilaxia em pacientes de risco é um ponto importante, embora suas indicações tenham sido revisadas e restritas nos últimos anos.
Os critérios de Duke modificados incluem critérios maiores (hemoculturas positivas típicas, evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma) e critérios menores (febre, fenômenos vasculares, fenômenos imunológicos, predisposição cardíaca, hemoculturas positivas não típicas).
A Velocidade de Hemossedimentação (VHS) e o Fator Reumatoide são marcadores inflamatórios inespecíficos, que podem estar elevados em diversas condições inflamatórias ou infecciosas, não sendo específicos o suficiente para o diagnóstico de endocardite infecciosa.
Fenômenos imunológicos que são critérios menores incluem glomerulonefrite, nódulos de Osler, manchas de Roth e fator reumatoide positivo. A glomerulonefrite é um fenômeno vascular/imunológico importante.
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