Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021
Foram utilizados os critérios de Duke para confirmar o diagnóstico de uma criança que estava em investigação diagnóstica. Qual é a doença dessa criança?
Critérios de Duke → diagnóstico de Endocardite Infecciosa (EI), baseados em achados maiores (hemocultura, ecocardiograma) e menores.
Os Critérios de Duke são o padrão-ouro para o diagnóstico de Endocardite Infecciosa, uma condição grave que pode afetar crianças. Eles combinam evidências microbiológicas (hemoculturas positivas) e ecocardiográficas (vegetações, abscesso, nova regurgitação valvar) com achados clínicos e predisponentes.
A Endocardite Infecciosa (EI) é uma infecção grave do endocárdio, geralmente envolvendo as válvulas cardíacas, que pode ter consequências devastadoras se não diagnosticada e tratada precocemente. Embora mais comum em adultos com doenças cardíacas preexistentes, a EI também pode afetar crianças, especialmente aquelas com cardiopatias congênitas ou próteses valvares. O diagnóstico da EI é desafiador devido à sua apresentação clínica variada e inespecífica, o que torna os critérios diagnósticos padronizados essenciais. Os Critérios de Duke, desenvolvidos na Universidade de Duke e posteriormente modificados, são o padrão-ouro para o diagnóstico de Endocardite Infecciosa. Eles classificam os achados em critérios maiores e menores. Os critérios maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos de EI e evidência de envolvimento endocárdico ao ecocardiograma, como a presença de vegetações, abscesso, pseudoaneurisma, fístula intracardíaca ou nova deiscência de prótese valvar. Os critérios menores abrangem febre, fenômenos vasculares (embolia arterial, infartos pulmonares sépticos, aneurisma micótico, hemorragia conjuntival, lesões de Janeway), fenômenos imunológicos (glomerulonefrite, nódulos de Osler, manchas de Roth, fator reumatoide) e fatores predisponentes (cardiopatia ou uso de drogas intravenosas). Para um diagnóstico definitivo, são necessários 2 critérios maiores, ou 1 maior e 3 menores, ou 5 menores. Para residentes, é crucial dominar esses critérios para uma abordagem diagnóstica sistemática e rápida, que é vital para o prognóstico do paciente.
Os Critérios de Duke são divididos em maiores e menores. Maiores incluem hemoculturas positivas para microrganismos típicos e evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma (vegetação, abscesso, deiscência de prótese, nova regurgitação valvar). Menores incluem febre, fenômenos vasculares, fenômenos imunológicos e fatores predisponentes.
O diagnóstico definitivo de Endocardite Infecciosa requer 2 critérios maiores, ou 1 maior e 3 menores, ou 5 critérios menores. O diagnóstico possível é feito com 1 critério maior e 1 menor, ou 3 critérios menores.
O ecocardiograma, especialmente o transesofágico, é fundamental para visualizar vegetações, abscessos, aneurismas micóticos, deiscência de próteses e avaliar a função valvar. Ele fornece evidência direta do envolvimento endocárdico, sendo um critério maior nos Critérios de Duke.
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