Diagnóstico de TEA: Critérios e Diferenciais Essenciais

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Sobre o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os níveis de gravidade, assinale a opção INCORRETA

Alternativas

  1. A) O diagnóstico é clínico e ainda não existe nenhum teste complementar ou biomarcador.
  2. B) Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento, mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas.
  3. C) Déficits persistentes na comunicação e interação social além de padrões de desatenção são características patognomonias de TEA.
  4. D) Os critérios internacionalmente aceitos para o diagnóstico de TEA são descritos no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, 5a edição - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, fifth edition (DSM-5).
  5. E) Os critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID) também especificam os achados que devem ser investigados para o diagnóstico de TEA.

Pérola Clínica

TEA = Déficits comunicação/interação social + Padrões restritos/repetitivos. Desatenção NÃO é patognomônico de TEA.

Resumo-Chave

A opção C está incorreta porque, embora déficits na comunicação e interação social sejam centrais no TEA, os padrões de desatenção não são características patognomônicas do transtorno. As características essenciais do TEA, segundo o DSM-5, incluem déficits persistentes na comunicação e interação social E padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A desatenção é mais associada ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que pode coexistir com o TEA, mas não é um critério diagnóstico primário para o autismo.

Contexto Educacional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, tornando seu diagnóstico precoce e preciso fundamental para intervenções eficazes. O diagnóstico do TEA é eminentemente clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento do paciente, conforme os critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID). É crucial que os sintomas estejam presentes precocemente no desenvolvimento, mesmo que só se manifestem plenamente quando as demandas sociais excedem as capacidades do indivíduo. É um erro comum associar desatenção como característica patognomônica do TEA. Embora a desatenção possa ocorrer em indivíduos com TEA, especialmente em comorbidade com TDAH, ela não é um critério diagnóstico central para o autismo. O foco deve ser nos déficits de comunicação social e nos padrões de comportamento restritos e repetitivos para um diagnóstico correto e para guiar as intervenções terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para TEA segundo o DSM-5?

Os critérios incluem déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Ambos os conjuntos de critérios devem estar presentes e causar prejuízo clinicamente significativo.

O diagnóstico de TEA é feito por exames laboratoriais?

Não, o diagnóstico de TEA é exclusivamente clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento do indivíduo. Não existem testes laboratoriais, biomarcadores ou exames de imagem que confirmem o diagnóstico de autismo.

É possível que um indivíduo com TEA também tenha TDAH?

Sim, a comorbidade entre TEA e TDAH é comum. No entanto, os sintomas de desatenção e hiperatividade do TDAH não são considerados patognomônicos do TEA, que se foca em déficits de comunicação social e comportamentos restritos/repetitivos.

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