HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Sobre o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os níveis de gravidade, assinale a opção INCORRETA
TEA = Déficits comunicação/interação social + Padrões restritos/repetitivos. Desatenção NÃO é patognomônico de TEA.
A opção C está incorreta porque, embora déficits na comunicação e interação social sejam centrais no TEA, os padrões de desatenção não são características patognomônicas do transtorno. As características essenciais do TEA, segundo o DSM-5, incluem déficits persistentes na comunicação e interação social E padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A desatenção é mais associada ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que pode coexistir com o TEA, mas não é um critério diagnóstico primário para o autismo.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, tornando seu diagnóstico precoce e preciso fundamental para intervenções eficazes. O diagnóstico do TEA é eminentemente clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento do paciente, conforme os critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID). É crucial que os sintomas estejam presentes precocemente no desenvolvimento, mesmo que só se manifestem plenamente quando as demandas sociais excedem as capacidades do indivíduo. É um erro comum associar desatenção como característica patognomônica do TEA. Embora a desatenção possa ocorrer em indivíduos com TEA, especialmente em comorbidade com TDAH, ela não é um critério diagnóstico central para o autismo. O foco deve ser nos déficits de comunicação social e nos padrões de comportamento restritos e repetitivos para um diagnóstico correto e para guiar as intervenções terapêuticas.
Os critérios incluem déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Ambos os conjuntos de critérios devem estar presentes e causar prejuízo clinicamente significativo.
Não, o diagnóstico de TEA é exclusivamente clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento do indivíduo. Não existem testes laboratoriais, biomarcadores ou exames de imagem que confirmem o diagnóstico de autismo.
Sim, a comorbidade entre TEA e TDAH é comum. No entanto, os sintomas de desatenção e hiperatividade do TDAH não são considerados patognomônicos do TEA, que se foca em déficits de comunicação social e comportamentos restritos/repetitivos.
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