Pancreatite Aguda: Critérios Diagnósticos Essenciais

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Em relação aos critérios diagnósticos de pancreatite aguda, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A dosagem de amilase sérica e da lípase é sempre necessária para o diagnóstico de pancreatite aguda.
  2. B) O diagnóstico de pancreatite aguda pode ser confirmado pela presença de dois dos seguintes critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase séricas três vezes o valor de referência, ou achados compatíveis na tomografia computadorizada (TC).
  3. C) A ressonância magnética é o exame de escolha para todos os pacientes, pois estuda a via biliar e dá o diagnóstico de cálculo biliar.
  4. D) A elevação de lipase sérica é menos sensível que a de amilase para o diagnóstico de pancreatite aguda.
  5. E) Deve-se iniciar nutrição parenteral ou enteral para todos os pacientes.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda = 2 de 3 critérios: dor característica, amilase/lipase ↑ 3x LSN, ou TC/RM compatível.

Resumo-Chave

O diagnóstico de pancreatite aguda é clínico-laboratorial, com apoio de imagem. A elevação de amilase ou lipase séricas é crucial, mas a lipase é mais específica e tem maior janela diagnóstica. A imagem é reservada para casos de dúvida diagnóstica ou para avaliar complicações.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de morbimortalidade significativa. Sua incidência tem aumentado globalmente, sendo as causas mais comuns a litíase biliar e o etilismo. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os desfechos dos pacientes, tornando este um tema de grande relevância na prática clínica e em provas de residência. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se nos critérios de Atlanta revisados, que exigem a presença de dois dos três seguintes: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação da amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior do normal, ou achados de imagem compatíveis na tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM). A lipase é preferível à amilase por sua maior especificidade e sensibilidade, além de permanecer elevada por mais tempo. A TC é geralmente reservada para casos de dúvida diagnóstica, avaliação de gravidade ou busca por complicações. O tratamento inicial da pancreatite aguda é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e manejo de náuseas e vômitos. A nutrição enteral precoce é preferível à parenteral, quando indicada. A identificação e tratamento da causa subjacente são fundamentais. A compreensão desses critérios e da abordagem inicial é essencial para residentes, garantindo um manejo eficaz e prevenindo complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pancreatite aguda?

O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior do normal, ou achados de imagem compatíveis (TC ou RM).

Qual o papel da amilase e lipase no diagnóstico da pancreatite aguda?

Ambas as enzimas são marcadores de lesão pancreática. A lipase é geralmente considerada mais específica e sensível que a amilase para o diagnóstico de pancreatite aguda, além de permanecer elevada por mais tempo. A elevação de qualquer uma delas em 3x o LSN é um critério diagnóstico.

Quando a tomografia computadorizada é indicada para o diagnóstico de pancreatite aguda?

A TC não é necessária para o diagnóstico na maioria dos casos. É indicada quando há dúvida diagnóstica, para avaliar a gravidade da doença, identificar complicações (como necrose ou pseudocistos) ou quando não há resposta clínica ao tratamento inicial.

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