Morte Encefálica: Critérios Essenciais para o Diagnóstico
UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Enunciado
Um paciente masculino, 21 anos, é admitido na emergência intubado após acidente de trânsito. Colisão de moto × carro. Apresenta-se com hematoma periorbital bilateral, otorragia esquerda, escala de coma de Glasgow com três pontos, pupilas médias e não reativas à luz, ausência de reflexo córneo-palpebral e da tosse e sem respiração espontânea detectável. Sinais vitais: pressão arterial de 110/70 mmHg, frequência cardíaca de 112 bpm, frequência respiratória determinada pelo ventilador de 16 irpm, saturação e oxigênio de 92% com fração inspirada de 35% e temperatura axilar de 34,5°C.Assinale a alternativa correta em relação ao caso clínico apresentado.
Alternativas
A) A temperatura axilar acima de 34,5°C permite a realização dos testes para diagnóstico de morte encefálica, sem risco de falso-positivo.
B) O paciente deve ser tratado por, pelo menos, 6 horas antes de iniciarmos os procedimentos para diagnóstico de morte encefálica.
C) Podemos iniciar os procedimentos para diagnóstico de morte encefálica, descartando a necessidade de realização de tomografia de crânio, uma vez que o paciente apresenta um TCE grave, com Glasgow 3, arreflexia de tronco e ausência de respiração.
D) As pupilas médias contraindicam o início dos procedimentos para o diagnóstico de morte encefálica, sendo necessária a presença de midríase fixa bilateral.
E) Na presença de edema encefálico bilateral grave, com apagamento de sulcos, cisuras e cisternas, o paciente deve ser submetido à craniectomia descompressiva bi-frontal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.