PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente A.R., feminina, 35 anos de idade, casada, cabeleireira, nega comorbidades, nega alergia a medicamentos, nega etilismo, nega tabagismo e nega consumo de outras drogas, sedentária; S1. Paciente refere dolorimento nos últimos sete dias em mandíbula direita, mandíbula esquerda, cervical, ombro direito, antebraço direito, coluna torácica (dorsal), abdômen, coluna lombar e perna direita. Nega dor nos últimos 7 dias em: ombro esquerdo, braços, tórax anterior, quadris, coxas e perna esquerda. Paciente refere ainda, nos últimos 7 dias, fatigabilidade moderada, sono não reparador com cansaço intenso ao despertar, sintomas cognitivos moderados (dificuldade de concentração e déficit em memória). Entre outros sintomas refere que há mais de 6 meses experimenta intenso incômodo por cefaleias, humor deprimido e câimbras musculares no abdômen inferior. A anamnese acima, no modelo SOAP, foi muito bem redigida para a hipótese de fibromialgia por abordar o índice de dor difusa (IDD) e escala de severidade dos sintomas (Escala de Gravidade, ESS) de acordo com o bem estabelecido Critério do Colégio Americano de 2010/2011, revisado em 2016. De acordo com o relato, o IDD e a ESS da paciente são, respectivamente,
Fibromialgia: IDD ≥ 7 e ESS ≥ 5 OU IDD 3-6 e ESS ≥ 9.
Os critérios diagnósticos de fibromialgia de 2010/2011 (revisados em 2016) utilizam o Índice de Dor Difusa (IDD) e a Escala de Severidade dos Sintomas (ESS) para uma avaliação mais abrangente da dor e dos sintomas associados, como fadiga e distúrbios cognitivos, superando a contagem de pontos dolorosos.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, sono não reparador e distúrbios cognitivos. A prevalência é maior em mulheres e impacta significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é clínico e, historicamente, baseava-se na contagem de pontos dolorosos, mas os critérios evoluíram para uma abordagem mais abrangente. Os critérios diagnósticos do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) de 2010/2011, revisados em 2016, utilizam o Índice de Dor Difusa (IDD) e a Escala de Severidade dos Sintomas (ESS). O IDD quantifica o número de áreas dolorosas (0-19), enquanto a ESS avalia a gravidade de sintomas como fadiga, sono não reparador e problemas cognitivos (0-12). Para o diagnóstico, é necessário IDD ≥ 7 e ESS ≥ 5, ou IDD de 3-6 e ESS ≥ 9, com sintomas persistentes por pelo menos 3 meses e ausência de outra condição que explique a dor. O manejo da fibromialgia é multidisciplinar, envolvendo farmacoterapia (antidepressivos, analgésicos), exercícios físicos, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente. O prognóstico varia, mas o tratamento adequado pode melhorar significativamente os sintomas e a funcionalidade.
O IDD é a soma do número de áreas do corpo onde o paciente sentiu dor na última semana, de um total de 19 áreas predefinidas. Cada área dolorosa soma 1 ponto.
A ESS avalia a gravidade da fadiga, sono não reparador, sintomas cognitivos e sintomas somáticos gerais. Cada um é pontuado de 0 a 3, somando um total de 0 a 12.
Os critérios de 2010/2011 (revisados em 2016) exigem um IDD ≥ 7 e ESS ≥ 5, ou IDD de 3-6 e ESS ≥ 9, além de sintomas presentes por pelo menos 3 meses e ausência de outra doença que justifique os sintomas.
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