Fibromialgia: Critérios Diagnósticos ACR 2010 e Sintomas Chave

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Em relação aos critérios diagnósticos para fibromialgia de 2010 pelo American College Rheumatology pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Os tender points deixaram de fazer parte do exame físico.
  2. B) O tempo de sintomas superior a 3 meses praticamente descarta a fibromialgia
  3. C) Fadiga é um dos sintomas presentes na Escala de Gravidade dos Sintomas para o diagnóstico de fibromialgia
  4. D) Dentre os exames complementares para o diagnóstico de fibromialgia contemplados nos critérios de 2010 do ACR está a termografia
  5. E) VHS e PCR elevados são fundamentais para o diagnóstico de fibromialgia

Pérola Clínica

Critérios ACR 2010 Fibromialgia: WPI + Escala Gravidade Sintomas (inclui fadiga) por ≥ 3 meses.

Resumo-Chave

Os critérios diagnósticos de fibromialgia de 2010 do American College of Rheumatology (ACR) enfatizam o Índice de Dor Generalizada (WPI) e a Escala de Gravidade dos Sintomas (SS), que inclui fadiga, sono não reparador e sintomas cognitivos. A duração dos sintomas por pelo menos 3 meses é essencial, e a ausência de exames complementares específicos para o diagnóstico é uma característica importante.

Contexto Educacional

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, sono não reparador e distúrbios cognitivos. É uma condição complexa que afeta milhões de pessoas, com maior prevalência em mulheres. A compreensão de seus critérios diagnósticos é fundamental para o reconhecimento precoce e o manejo adequado, evitando atrasos no tratamento e sofrimento desnecessário. Os critérios diagnósticos do American College of Rheumatology (ACR) de 2010 representaram uma evolução em relação aos de 1990, que se baseavam principalmente na contagem de pontos dolorosos (tender points). Os critérios de 2010 introduziram o Índice de Dor Generalizada (WPI) e a Escala de Gravidade dos Sintomas (SS), que avaliam a extensão da dor e a gravidade de sintomas como fadiga, sono não reparador e problemas cognitivos. A presença de sintomas por pelo menos 3 meses é um requisito. O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, sem exames complementares específicos que o confirmem. O tratamento é multidisciplinar, envolvendo farmacoterapia (analgésicos, antidepressivos, anticonvulsivantes), terapias não farmacológicas (exercícios físicos, terapia cognitivo-comportamental) e educação do paciente. O prognóstico melhora significativamente com um diagnóstico precoce e um plano de tratamento individualizado.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes principais dos critérios diagnósticos de fibromialgia do ACR 2010?

Os critérios de 2010 incluem o Índice de Dor Generalizada (WPI), que avalia a dor em 19 áreas do corpo, e a Escala de Gravidade dos Sintomas (SS), que pontua fadiga, sono não reparador, sintomas cognitivos e sintomas somáticos gerais, além da duração dos sintomas por pelo menos 3 meses.

Por que a fadiga é um sintoma tão importante na fibromialgia?

A fadiga é um dos sintomas centrais e mais incapacitantes da fibromialgia, sendo um componente chave da Escala de Gravidade dos Sintomas (SS) nos critérios diagnósticos do ACR 2010. Ela reflete a disfunção do sistema nervoso central e a desregulação do sono frequentemente observadas nesses pacientes.

Existem exames laboratoriais específicos para diagnosticar a fibromialgia?

Não, a fibromialgia é um diagnóstico clínico. Exames laboratoriais como VHS e PCR são tipicamente normais e são utilizados para excluir outras condições reumatológicas ou inflamatórias que possam mimetizar os sintomas da fibromialgia.

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