PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Com base na 5ª edição do manual diagnostico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) assinale a resposta correta referente ao diagnóstico de esquizofrenia:
Diagnóstico de Esquizofrenia (DSM-5) → Excluir causas orgânicas ou induzidas por substâncias para sintomas psicóticos.
O DSM-5 estabelece critérios rigorosos para o diagnóstico de esquizofrenia, sendo fundamental a exclusão de outras condições médicas ou uso de substâncias que possam mimetizar os sintomas psicóticos. Essa etapa é crucial para evitar diagnósticos errôneos e garantir o tratamento adequado, uma vez que a etiologia e o manejo seriam completamente diferentes.
O diagnóstico de esquizofrenia, conforme a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), é complexo e exige a presença de critérios específicos por um período mínimo. Os sintomas característicos incluem delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico e sintomas negativos. Para o diagnóstico, pelo menos dois desses sintomas devem estar presentes por um período significativo de um mês (ou menos se tratados com sucesso), e pelo menos um deles deve ser delírios, alucinações ou discurso desorganizado. Além disso, a doença deve causar disfunção social ou ocupacional significativa por pelo menos seis meses, incluindo o período de sintomas ativos. Um aspecto fundamental no processo diagnóstico é a exclusão de outras condições que possam explicar os sintomas psicóticos. O DSM-5 enfatiza que os sintomas não devem ser atribuíveis aos efeitos fisiológicos de uma substância (por exemplo, droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica. Esta etapa é vital para o diagnóstico diferencial, pois diversas condições neurológicas, endócrinas, infecciosas ou o uso de substâncias psicoativas podem induzir quadros psicóticos que se assemelham à esquizofrenia. A falha em realizar essa exclusão pode levar a um tratamento inadequado e à perda da oportunidade de tratar a causa subjacente. Adicionalmente, o diagnóstico de esquizofrenia requer a exclusão de transtorno esquizoafetivo e transtorno depressivo ou bipolar com características psicóticas. Para isso, se os episódios de humor (depressivos maiores ou maníacos) ocorreram concomitantemente aos sintomas da fase ativa, sua duração total deve ter sido breve em relação aos períodos ativo e residual da doença. A compreensão desses critérios e a realização de um diagnóstico diferencial cuidadoso são essenciais para garantir que os pacientes recebam o tratamento mais apropriado e eficaz para sua condição.
Os principais sintomas incluem delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico e sintomas negativos (ex: afeto embotado, avolia). Pelo menos dois desses sintomas devem estar presentes por um período significativo de um mês.
É crucial excluir o uso de substâncias porque muitas drogas (ex: anfetaminas, canabinoides, alucinógenos) podem induzir sintomas psicóticos que mimetizam a esquizofrenia. O tratamento é direcionado à desintoxicação e manejo da abstinência, não à esquizofrenia.
A principal diferença é que no transtorno esquizoafetivo, os sintomas de humor (depressivos ou maníacos) são proeminentes e estão presentes durante a maior parte da doença, concomitantes aos sintomas psicóticos. Na esquizofrenia, os sintomas de humor, se presentes, são breves em relação à duração total dos períodos ativo e residual da doença.
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