HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por crises convulsivas recorrentes e não provocadas. Considerando os critérios diagnósticos para epilepsia em crianças, é CORRETO afirmar:
Diagnóstico de epilepsia em crianças = ≥ 2 crises não provocadas com > 24h de intervalo OU 1 crise não provocada + alto risco de recorrência.
O diagnóstico de epilepsia não é feito por uma única crise convulsiva, especialmente se provocada (febre, trauma, infecção aguda). A definição clássica de epilepsia requer pelo menos duas crises não provocadas, com um intervalo superior a 24 horas entre elas, indicando uma predisposição cerebral persistente para gerar crises. Uma única crise não provocada pode ser diagnosticada como epilepsia se houver alto risco de recorrência, como evidenciado por alterações no EEG ou neuroimagem.
A epilepsia é uma das condições neurológicas crônicas mais comuns na infância, caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epilépticas e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais dessa condição. O diagnóstico preciso é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar estigmas desnecessários. A incidência de epilepsia em crianças é maior nos primeiros anos de vida, com uma prevalência global significativa. Os critérios diagnósticos para epilepsia, conforme a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), são cruciais. A epilepsia é definida pela ocorrência de pelo menos duas crises não provocadas (ou reflexas) com um intervalo superior a 24 horas entre elas. Alternativamente, uma única crise não provocada pode ser suficiente para o diagnóstico se o risco de recorrência for alto (≥60% em 10 anos), baseado em achados como um eletroencefalograma (EEG) com descargas epileptiformes ou uma lesão estrutural epileptogênica na ressonância magnética cerebral. É vital diferenciar crises provocadas (ex: febris, metabólicas, traumáticas) de crises não provocadas, pois as primeiras não configuram diagnóstico de epilepsia. O manejo da epilepsia em crianças envolve o uso de medicamentos antiepilépticos, modificações no estilo de vida e, em casos selecionados, cirurgia. O prognóstico varia amplamente dependendo da síndrome epiléptica específica, etiologia e resposta ao tratamento. O acompanhamento regular com neurologista pediátrico é essencial para otimizar o controle das crises e minimizar os efeitos adversos da medicação, garantindo o desenvolvimento neuropsicomotor adequado da criança.
De acordo com a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), a epilepsia é diagnosticada quando há pelo menos duas crises não provocadas (ou reflexas) com mais de 24 horas de intervalo, ou uma crise não provocada e uma probabilidade de crises futuras semelhante ao risco de recorrência geral após duas crises não provocadas (pelo menos 60% em 10 anos), ou diagnóstico de uma síndrome epiléptica.
Crises provocadas são aquelas que ocorrem em resposta a um fator agudo e reversível, como febre alta (crise febril), trauma craniano recente, infecção aguda do SNC, distúrbios metabólicos ou intoxicação. Crises não provocadas ocorrem sem um gatilho agudo identificável e são indicativas de uma predisposição cerebral subjacente.
Sim, uma única crise convulsiva não provocada pode levar ao diagnóstico de epilepsia se houver um alto risco de recorrência, geralmente estimado em pelo menos 60% nos próximos 10 anos. Isso pode ser inferido por achados no eletroencefalograma (EEG) ou neuroimagem que sugiram uma lesão cerebral epileptogênica.
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