Doença Inflamatória Pélvica: Critérios Diagnósticos Essenciais

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021

Enunciado

Na investigação da dor pélvica feminina, muitas etiologias devem ser lembradas no diagnóstico diferencial. Dentre as mais diversas causas, algumas podem trazer riscos importantes para a qualidade de vida, ao futuro reprodutivo e até mesmo risco de morte se não identificadas e prontamente tratadas. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma patologia com potencial de elevada gravidade se não identificada e/ou tratada de forma adequada.Considerando os sinais e os sintomas mais característicos, assinale a alternativa que contém corretamente um critério maior e um menor para o diagnóstico da DIP.

Alternativas

  1. A) Maior: dor à palpação anexial — Menor: febre >38,3 0C.
  2. B) Maior: cervicite — Menor: disúria.
  3. C) Maior: dor à mobilização do colo uterino — Menor: sinusorragia.
  4. D) Maior: dor abdominal difusa — Menor: equimose em flancos.
  5. E) Maior: Febre >38,3 0C — Menor: sinusorragia.

Pérola Clínica

DIP: Dor à palpação anexial (maior) + febre >38,3°C (menor) são critérios diagnósticos.

Resumo-Chave

O diagnóstico da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é clínico e baseia-se em critérios maiores e menores. A dor à palpação anexial é um critério maior essencial, enquanto a febre é um critério menor importante que indica a gravidade da infecção.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários, que pode levar a complicações graves como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, sendo crucial o reconhecimento precoce para evitar sequelas. A etiologia mais comum envolve infecções sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de critérios maiores e menores. Os critérios maiores incluem dor à palpação anexial, dor à mobilização do colo uterino e dor abdominal em hipogástrio. Critérios menores, como febre (>38,3°C), secreção vaginal ou cervical mucopurulenta, e elevação de marcadores inflamatórios (VHS, PCR), reforçam a suspeita. A combinação desses sinais e sintomas permite um diagnóstico presuntivo e o início rápido do tratamento. O tratamento da DIP geralmente envolve antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos. A escolha do regime antibiótico depende da gravidade da doença e do perfil de resistência local. O tratamento precoce e adequado é fundamental para prevenir complicações a longo prazo e preservar a saúde reprodutiva da mulher. A educação sobre práticas sexuais seguras e rastreamento de ISTs são medidas preventivas importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios maiores para o diagnóstico de DIP?

Os critérios maiores para o diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica incluem dor à palpação anexial, dor à mobilização do colo uterino e dor abdominal em hipogástrio. A presença de um desses já é suficiente para suspeita.

Quais são os critérios menores para o diagnóstico de DIP?

Os critérios menores para DIP incluem febre oral >38,3°C, secreção vaginal ou cervical mucopurulenta, leucocitose, aumento da VHS ou PCR, e evidência laboratorial de infecção por gonorreia ou clamídia. A combinação de critérios aumenta a probabilidade.

Por que a dor à palpação anexial é um critério maior na DIP?

A dor à palpação anexial indica inflamação e infecção nos órgãos reprodutivos femininos superiores (trompas, ovários), sendo um sinal direto da patologia e fundamental para o diagnóstico clínico da Doença Inflamatória Pélvica.

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