UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Paciente de 50 anos, do sexo feminino, apresenta IMC = 32 kg/m², antecedente de dislipidemia mista e hipertensão arterial sistêmica. Está em tratamento com modificação de estilo de vida. Retorna para atendimento, assintomática, sem alteração no peso e com má adesão à dieta e a atividade física, nega polis. Traz glicemia de jejum = 130 mg/dl. O diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 pode ser confirmado com o seguinte exame:
DM2: GJ ≥ 126 mg/dL ou HbA1C ≥ 6,5% ou TTOG 2h ≥ 200 mg/dL ou Glicemia casual ≥ 200 mg/dL (com sintomas).
A paciente já tem uma glicemia de jejum alterada (130 mg/dL), que se enquadra nos critérios de pré-diabetes (100-125 mg/dL) ou DM (≥ 126 mg/dL). Para confirmar o diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2, é necessário um segundo exame alterado, e a HbA1C ≥ 6,5% é um dos critérios diagnósticos aceitos.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. É uma condição de alta prevalência, especialmente em indivíduos com sobrepeso/obesidade, sedentarismo, histórico familiar e outras comorbidades como dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica, como no caso da paciente. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir complicações micro e macrovasculares. Os critérios diagnósticos para DM2 são bem estabelecidos e incluem: glicemia de jejum (GJ) ≥ 126 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1C) ≥ 6,5%; glicemia de 2 horas no teste de tolerância oral à glicose (TTOG) com 75g de glicose ≥ 200 mg/dL; ou glicemia casual (a qualquer hora do dia, independentemente do tempo desde a última refeição) ≥ 200 mg/dL em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada). Para a confirmação do diagnóstico, geralmente é necessária a repetição do exame alterado ou a presença de dois critérios alterados na mesma amostra ou em amostras diferentes. A HbA1C, medida por métodos padronizados como Imunoturbidimetria ou HPLC, é um método conveniente por não exigir jejum e refletir o controle glicêmico médio dos últimos meses, sendo amplamente utilizada tanto para diagnóstico quanto para monitoramento. A glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL e a HbA1C entre 5,7% e 6,4% caracterizam o pré-diabetes, uma condição de alto risco para o desenvolvimento de DM2.
Os critérios incluem: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1C ≥ 6,5%, glicemia de 2 horas no TTOG ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia.
A HbA1C reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses, não exigindo jejum e sendo menos suscetível a variações diárias, além de ser um bom preditor de complicações.
Se o resultado de um exame (GJ, HbA1C ou TTOG) estiver alterado, ele deve ser confirmado com a repetição do mesmo exame ou de outro critério diagnóstico em um dia diferente, a menos que haja sintomas clássicos de hiperglicemia e uma glicemia casual ≥ 200 mg/dL.
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