SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Mulher de 52 anos, vai a consulta com perda de peso de 10kg nos últimos 3 meses. Refere sede excessiva, perda de peso e poliúria. Mãe diabética. Aos 46 anos, apresentou glicemia de jejum: 107 mg/dl. Solicitado teste oral de tolerância a glicose, que revelou glicemia de jejum: 105mg/dl duas horas após, carga de 147mg/dl. Aos 48 anos, fez glicemia de jejum que resultou 127mg/dl. O exame foi repetido e resultou 138 mg/dl. O exame atual é glicemia de jejum 224 mg/dl. Repetido exame em jejum que resultou em 194 mg/dl. Os diagnósticos aos 46, aos 48 e 52 anos, foram respectivamente:
Diagnóstico DM: Glicemia jejum ≥126 mg/dL (2x) OU TOTG 2h ≥200 mg/dL OU HbA1c ≥6,5% OU glicemia casual ≥200 mg/dL + sintomas.
A progressão do metabolismo da glicose pode ser acompanhada por critérios diagnósticos específicos. Glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL ou glicemia 2h pós-TOTG entre 140-199 mg/dL indicam pré-diabetes (glicemia de jejum alterada ou intolerância à glicose), enquanto valores ≥126 mg/dL em jejum ou ≥200 mg/dL pós-TOTG confirmam diabetes.
O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia, resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina, ou em ambos. Seu diagnóstico e estadiamento são fundamentais para o manejo adequado e prevenção de complicações. A doença frequentemente se desenvolve progressivamente, passando por estágios de normoglicemia, pré-diabetes e, finalmente, diabetes. Os critérios diagnósticos para diabetes e pré-diabetes são estabelecidos por organizações como a American Diabetes Association (ADA) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O pré-diabetes inclui a Glicemia de Jejum Alterada (GJA), com valores entre 100-125 mg/dL, e a Intolerância à Glicose (ITG), com glicemia entre 140-199 mg/dL duas horas após o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. A HbA1c entre 5,7% e 6,4% também é um critério para pré-diabetes. O diagnóstico de diabetes é confirmado por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões distintas, glicemia 2 horas após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia. É vital que os residentes compreendam esses critérios para um diagnóstico precoce e preciso, permitindo intervenções que melhorem o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
O pré-diabetes é diagnosticado quando a glicemia de jejum está entre 100 e 125 mg/dL (Glicemia de Jejum Alterada - GJA) ou quando a glicemia 2 horas após o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) está entre 140 e 199 mg/dL (Intolerância à Glicose - ITG). A HbA1c entre 5,7% e 6,4% também indica pré-diabetes.
O diagnóstico de diabetes é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões, glicemia 2 horas após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada).
Identificar o pré-diabetes é crucial porque permite a implementação de intervenções no estilo de vida (dieta e exercícios) que podem atrasar ou até mesmo prevenir a progressão para o diabetes tipo 2. Além disso, o pré-diabetes já está associado a um risco aumentado de doenças cardiovasculares.
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