HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Mulher, 47 anos de idade, hígida, na segunda consulta no ambulatório de Clínica Médica Geral, trazendo exames solicitados na consulta anterior: glicemia de jejum (8 horas) = 140 mg/dL; hemoglobina glicada = 5,9%. Quando indagada, refere ingerir bastante água, porém nega alterações de diurese, peso, apetite ou quaisquer outras queixas. Conta que os últimos exames de sangue, antes dos atuais, foram feitos há 10 anos, por ocasião do último parto, e que lhe foi dito serem todos normais. Ao exame físico, não se nota nenhuma alteração digna de nota. Considerando o exposto, é correto afirmar que:
DM: Glicemia jejum ≥ 126 OU HbA1c ≥ 6,5%. Discordância → repetir teste ou TOTG.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus requer a confirmação de exames alterados, especialmente quando há discordância entre os resultados ou ausência de sintomas. Uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL e uma HbA1c ≥ 6,5% são critérios diagnósticos, mas se os resultados forem discordantes (um no limite de DM e outro de pré-diabetes), é necessário repetir o teste ou realizar um TOTG para confirmação.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) é baseado em critérios laboratoriais bem estabelecidos pelas diretrizes nacionais e internacionais, como as da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA). É crucial que esses critérios sejam aplicados corretamente para evitar diagnósticos errôneos e garantir o manejo adequado do paciente. Os principais critérios incluem glicemia de jejum (8 horas) ≥ 126 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de DM, ou glicemia de 2 horas no teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL. É importante ressaltar que, na ausência de sintomas clássicos de hiperglicemia ou descompensação metabólica aguda, o diagnóstico de DM requer a confirmação por um segundo exame alterado, seja a repetição do mesmo teste ou a realização de um teste diferente. No caso apresentado, a glicemia de jejum de 140 mg/dL sugere DM, mas a HbA1c de 5,9% está na faixa de pré-diabetes (5,7-6,4%). Essa discordância impede o diagnóstico definitivo de DM na primeira consulta. A conduta correta seria repetir um dos exames alterados ou realizar um TOTG para esclarecer o quadro. Iniciar tratamento sem a confirmação adequada seria um erro, assim como ignorar os resultados alterados. O médico deve orientar o paciente sobre a necessidade de investigação adicional e, se confirmado, iniciar as medidas terapêuticas, que podem incluir mudanças no estilo de vida e, se necessário, farmacoterapia.
Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) 2h ≥ 200 mg/dL ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. Na ausência de hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda, o diagnóstico requer dois exames alterados ou a repetição do mesmo exame alterado.
Quando há discordância, como uma glicemia de jejum indicando DM e uma HbA1c indicando pré-diabetes, o diagnóstico de Diabetes Mellitus não pode ser firmado imediatamente. A conduta correta é repetir o teste que deu resultado alterado ou realizar um Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) para confirmar ou excluir o diagnóstico.
Confirmar o diagnóstico é fundamental para evitar o tratamento desnecessário de uma condição que pode não existir, bem como para garantir que o paciente receba o manejo adequado caso o diagnóstico seja confirmado. Um diagnóstico precipitado pode gerar ansiedade e custos desnecessários, enquanto um diagnóstico tardio pode levar a complicações.
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