Diabetes Mellitus: Critérios Diagnósticos Essenciais

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

O diabetes melito (DM) é definido pela presença de hiperglicemia; porém, engloba tipos distintos, cada um com uma etiologia específica, que determina defeitos da secreção e/ou da ação da insulina. Com relação aos critérios diagnósticos do DM, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (polidipsia, poliúria, polifagia e perda inexplicada de peso), acompanhados de glicemia casual ≥ 200mg/dL, o diagnóstico de diabetes não exige confirmação.
  2. B) Na ausência de hiperglicemia inequívoca, o diagnóstico requer um dos exames alterados, em geral, glicemia de jejum ou HbA1c.
  3. C) Se glicemia capilar ≥ 200mg/dL, realizado por tiras reagentes, com sintomas inequívocos de hiperglicemia, o diagnóstico de diabetes não exige confirmação.
  4. D) O uso da HbA1c para o diagnóstico de diabetes aumentou muito na última década, especialmente por dispensar jejum, mas deve-se ter cuidado para que o método utilizado seja certificado pela IFCC ou pelo NGSP. O diagnóstico é feito a partir de uma HbA1c ≥ 6,0%.

Pérola Clínica

DM: Glicemia casual ≥ 200mg/dL + sintomas clássicos → diagnóstico sem confirmação.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Diabetes Mellitus pode ser estabelecido imediatamente na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso inexplicada) e uma glicemia casual (a qualquer hora do dia, independentemente da última refeição) ≥ 200 mg/dL, sem necessidade de um segundo teste confirmatório.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica de alta prevalência, caracterizada por hiperglicemia, resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações micro e macrovasculares, sendo um tema fundamental para a prática clínica e provas de residência. Os critérios diagnósticos para DM incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada), teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com glicemia de 2 horas ≥ 200 mg/dL, ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. É importante ressaltar que, na ausência de sintomas clássicos, o diagnóstico geralmente requer a confirmação com um segundo teste alterado. A HbA1c tem ganhado destaque por não exigir jejum e refletir o controle glicêmico a longo prazo, mas seu uso requer métodos padronizados e certificados. O manejo do DM envolve mudanças no estilo de vida, terapia medicamentosa e monitoramento contínuo, visando o controle glicêmico e a prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus?

Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, TOTG 2h ≥ 200 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5%. Em geral, é necessária a confirmação com um segundo teste, exceto em casos de glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos.

Quando a glicemia casual é suficiente para diagnosticar DM?

A glicemia casual ≥ 200 mg/dL é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus quando acompanhada de sintomas clássicos de hiperglicemia, como poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada, dispensando um segundo exame confirmatório.

Qual a importância da HbA1c no diagnóstico de diabetes?

A HbA1c é um critério diagnóstico importante (≥ 6,5%) por refletir a média glicêmica dos últimos 2-3 meses e dispensar jejum. Contudo, o método deve ser certificado (IFCC ou NGSP) e não é indicada em certas condições que afetam a vida útil das hemácias.

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