UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Homem, 51 anos, IMC: 32,5 kg/m², vem com glicemia de jejum de 138 mg/dL. Relata astenia e sonolência. Mãe era diabética e faleceu de IAM aos 58 anos de idade. Relata estar acordando mais vezes à noite para urinar, mas seu urologista falou que era da próstata aumentada. Está preocupado com o resultado da glicemia. A conduta para definição diagnóstica é:
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (ou 100-125 mg/dL) → Confirmar DM com nova GJ ou HbA1c.
Uma glicemia de jejum de 138 mg/dL é sugestiva de Diabetes Mellitus, mas o diagnóstico requer confirmação. A conduta apropriada é repetir a glicemia de jejum e/ou dosar a hemoglobina glicada (HbA1c) por método padronizado (HPLC ou equivalente), para firmar o diagnóstico conforme os critérios da ADA/SBD.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) é um marco importante na vida do paciente e exige uma abordagem cuidadosa e baseada em evidências. A prevalência de DM tipo 2 tem aumentado globalmente, tornando o rastreamento e o diagnóstico precoce essenciais para prevenir complicações crônicas. Os critérios diagnósticos para DM são bem estabelecidos e incluem glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e hemoglobina glicada (HbA1c). É crucial lembrar que, na ausência de sintomas clássicos de hiperglicemia, um único resultado alterado não é suficiente para o diagnóstico, sendo necessária a confirmação com um segundo exame. A HbA1c, em particular, reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses e é um método conveniente para o diagnóstico e monitoramento, desde que seja realizada por método padronizado (HPLC ou equivalente). A identificação de pacientes com pré-diabetes (glicemia de jejum alterada ou tolerância à glicose diminuída) também é vital, pois permite intervenções no estilo de vida que podem atrasar ou prevenir o desenvolvimento de DM tipo 2.
O diagnóstico de DM pode ser feito por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em paciente sintomático.
Para evitar diagnósticos falsos-positivos, a confirmação com um segundo exame alterado (seja outra glicemia de jejum ou HbA1c) é fundamental, a menos que o paciente apresente sintomas clássicos de hiperglicemia e uma glicemia aleatória muito elevada.
Os sintomas clássicos incluem poliúria (urinar muito), polidipsia (sede excessiva), polifagia (fome excessiva) e perda de peso inexplicada, além de astenia e sonolência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo