SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Determinado paciente de 57 anos de idade, sedentário, obeso grau II, procurou a unidade básica de saúde com queixa de poliúria, polidpsia, polifagia e perda ponderal. O exame de glicemia apresentou o resultado de 256 mg/dL, e o paciente não sabe referir se estava em jejum. Para esse caso, a conduta adequada seria
Glicemia casual ≥ 200 mg/dL + sintomas clássicos = diagnóstico de Diabetes Mellitus.
A presença de sintomas clássicos de diabetes (poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal) associada a uma glicemia casual (a qualquer hora do dia, independentemente do tempo desde a última refeição) igual ou superior a 200 mg/dL é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus, não sendo necessário repetir o exame ou solicitar outros testes para confirmação inicial.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) é um pilar fundamental na prática clínica, especialmente na atenção primária. A doença, caracterizada por hiperglicemia crônica, afeta milhões de pessoas globalmente e é uma das principais causas de morbidade e mortalidade. A identificação precoce e o início do tratamento são cruciais para prevenir ou retardar o desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares. Os critérios diagnósticos são bem estabelecidos e devem ser dominados por todos os profissionais de saúde. No caso apresentado, o paciente exibe os sintomas clássicos de DM (poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal) e uma glicemia casual de 256 mg/dL. De acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA) e da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), uma glicemia casual (a qualquer hora do dia, independentemente do tempo desde a última refeição) ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia é suficiente para o diagnóstico de DM. Não é necessário repetir o exame ou solicitar outros testes confirmatórios neste cenário, pois a combinação de sintomas e glicemia elevada já estabelece o diagnóstico. A conduta adequada, portanto, é iniciar o tratamento para DM imediatamente. Isso geralmente envolve orientações de estilo de vida (dieta e exercícios) e terapia farmacológica, sendo a metformina a droga de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM tipo 2, a menos que haja contraindicações. A demora no início do tratamento pode levar à progressão da doença e ao surgimento de complicações. É essencial que residentes e estudantes de medicina compreendam a importância de um diagnóstico rápido e preciso, evitando a 'inércia diagnóstica' que pode prejudicar o paciente.
Os critérios incluem: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL; glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos; glicemia ≥ 200 mg/dL duas horas após teste de tolerância à glicose oral (TTGO); ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. Um único resultado alterado é suficiente se houver sintomas clássicos ou se for um TTGO ou HbA1c. Caso contrário, é necessária a confirmação com um segundo exame.
A presença de sintomas clássicos como poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal, combinada com uma glicemia casual (coletada a qualquer momento do dia) de 200 mg/dL ou mais, indica uma desregulação glicêmica significativa e é um critério diagnóstico estabelecido para Diabetes Mellitus, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e American Diabetes Association.
Após o diagnóstico, a conduta inicial envolve a educação do paciente sobre a doença, orientações sobre mudanças no estilo de vida (dieta saudável e atividade física) e, na maioria dos casos de Diabetes Mellitus tipo 2, o início de terapia farmacológica, sendo a metformina a primeira escolha, salvo contraindicações.
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