Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Diabetes Mellitus está confirmada nas seguintes situações, exceto:
HbA1c entre 5,7% e 6,4% = pré-diabetes; HbA1c ≥ 6,5% = diabetes mellitus.
Os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus são bem estabelecidos e incluem glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG), hemoglobina glicada (HbA1c) e glicemia ao acaso com sintomas. É crucial diferenciar os valores que indicam pré-diabetes daqueles que confirmam a doença.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus é um tema central na prática clínica e nas provas de residência, exigindo conhecimento preciso dos critérios estabelecidos por entidades como a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a American Diabetes Association (ADA). A doença, caracterizada por hiperglicemia crônica, tem alta prevalência e é um fator de risco para diversas complicações micro e macrovasculares, tornando seu diagnóstico precoce fundamental para o manejo e prevenção de morbimortalidade. Os critérios diagnósticos baseiam-se em exames laboratoriais específicos. A glicemia de jejum (após 8-12 horas de jejum) ≥ 126 mg/dL, a glicemia 2 horas após um Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose ≥ 200 mg/dL, e a Hemoglobina Glicada (HbA1c) ≥ 6,5% são os pilares. Além disso, uma glicemia casual (a qualquer hora do dia, independentemente da última refeição) ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada) também é diagnóstica. Para confirmação, geralmente são necessários dois exames alterados ou a repetição de um exame alterado, exceto na presença de sintomas clássicos e glicemia casual elevada. É crucial diferenciar os critérios de diabetes dos de pré-diabetes, uma condição intermediária de risco aumentado. A pré-diabetes é diagnosticada com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia 2 horas após TOTG entre 140 e 199 mg/dL, ou HbA1c entre 5,7% e 6,4%. A identificação da pré-diabetes é vital, pois permite intervenções no estilo de vida que podem prevenir ou retardar a progressão para o diabetes tipo 2. O manejo do diabetes envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos orais e/ou injetáveis, com o objetivo de manter o controle glicêmico e prevenir complicações.
Os principais critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2 horas após TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, ou glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia.
A HbA1c reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses, sendo um excelente marcador para o diagnóstico e acompanhamento do controle glicêmico. Um valor ≥ 6,5% é diagnóstico de diabetes, enquanto 5,7% a 6,4% indica pré-diabetes.
O diagnóstico pode ser feito com um único exame se houver sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso) e uma glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL. Em outras situações, são necessários dois exames alterados ou a repetição de um exame alterado para confirmação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo