MedEvo Simulado — Prova 2026
Dona Maria, 52 anos, obesa (IMC 33 kg/m²) e sedentária, comparece à Unidade Básica de Saúde para exames de rotina. Nega sintomas como polidipsia, poliúria ou perda ponderal. Os exames revelam: glicemia de jejum de 118 mg/dL, repetida após duas semanas com resultado de 122 mg/dL, e hemoglobina glicada (HbA1c) de 6,2%. A paciente questiona se já tem diabetes ou se pode prevenir a doença. Considerando os critérios diagnósticos da American Diabetes Association (ADA) e da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), assinale a alternativa correta:
Glicemia jejum 100-125 ou HbA1c 5,7-6,4% = Pré-diabetes. Repetir teste confirma diagnóstico.
O diagnóstico de pré-diabetes é estabelecido por glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL ou HbA1c entre 5,7-6,4%. No caso, a paciente preenche ambos os critérios de forma consistente.
O rastreamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é fundamental em pacientes com sobrepeso ou obesidade associados a outros fatores de risco, como sedentarismo e idade acima de 45 anos. A identificação do estágio de pré-diabetes permite intervenções precoces, principalmente mudanças no estilo de vida (dieta e exercício), que podem retardar ou prevenir a progressão para o diabetes estabelecido. A HbA1c reflete a média glicêmica dos últimos 3 meses e é menos sujeita a variações agudas que a glicemia de jejum, mas ambas são ferramentas válidas e complementares. O manejo clínico no pré-diabetes deve focar na redução do risco cardiovascular global, tratando também a obesidade, dislipidemia e hipertensão, além de considerar o uso de metformina em subgrupos de alto risco (ex: IMC > 35, idade < 60 anos ou mulheres com histórico de diabetes gestacional).
Segundo a ADA e a SBD, o pré-diabetes é definido por glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%, ou ainda glicemia de 2 horas após TOTG 75g entre 140 e 199 mg/dL. Qualquer um desses critérios, se confirmado, classifica o paciente nesta categoria de risco.
Sim, para a confirmação diagnóstica de diabetes ou pré-diabetes, é necessário que dois exames estejam alterados (seja o mesmo exame repetido em momentos diferentes ou dois exames diferentes alterados na mesma amostra ou em amostras distintas). No caso clínico, a paciente teve duas glicemias e uma HbA1c na faixa de pré-diabetes, confirmando o quadro.
O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é indicado quando há dúvida diagnóstica, como em casos de glicemia de jejum limítrofe ou quando a HbA1c é discordante da glicemia. Ele é o padrão-ouro para detectar a intolerância à glicose pós-prandial, que pode ocorrer antes mesmo da alteração na glicemia de jejum.
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