Colangite Aguda: Critérios Diagnósticos e Achados Chave

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta os critérios para o diagnóstico de colangite.

Alternativas

  1. A) Inflamação sistêmica (leucocitose e / ou aumento de proteína C-reativa (PCR), função renal alterada com creatinina duas vezes o valor basal e imagem detectando dilatação de vias biliares.
  2. B) Inflamação sistêmica (leucocitose e / ou aumento de PCR), exames hepáticos anormais (fosfatase alcalina, gama GT, TGO/P) e imagem detectando a presença de ar nas vias biliares.
  3. C) Inflamação sistêmica (leucocitose e / ou aumento de PCR), exames hepáticos anormais (fosfatase alcalina, gama GT, TGO/P) e imagem detectando dilatação de vias biliares.
  4. D) Inflamação sistêmica (leucocitose e / ou aumento de PCR), exames hepáticos anormais (fosfatase alcalina, gama GT, TGO/P) e a identificação de cálculo obstrutivo em vias biliares à colangiorressonância.

Pérola Clínica

Colangite = Inflamação sistêmica + Exames hepáticos alterados + Imagem com dilatação biliar.

Resumo-Chave

O diagnóstico de colangite aguda baseia-se na combinação de evidências de inflamação sistêmica (febre, leucocitose), disfunção hepática (elevação de enzimas biliares e hepáticas) e achados de imagem que demonstrem obstrução biliar, como a dilatação das vias biliares.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção bacteriana das vias biliares, geralmente secundária a uma obstrução, sendo uma condição grave que pode levar à sepse. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer seus critérios diagnósticos para um manejo rápido e eficaz. A tríade de Charcot (febre, icterícia e dor em quadrante superior direito) é um achado clássico, mas nem sempre presente. Os critérios diagnósticos de Tóquio são amplamente aceitos e incluem três categorias: A) Inflamação sistêmica (febre, calafrios, leucocitose, PCR elevada); B) Evidência de colestase (icterícia, bilirrubina total elevada, fosfatase alcalina ou gama GT elevadas); C) Achados de imagem (dilatação biliar, evidência de causa da obstrução). O diagnóstico definitivo requer um item de cada categoria. A fisiopatologia envolve a estase biliar e a proliferação bacteriana. O tratamento da colangite aguda envolve antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem biliar, que pode ser endoscópica (CPRE), percutânea ou cirúrgica. A escolha da abordagem depende da gravidade do quadro e da causa da obstrução. O prognóstico é bom com tratamento precoce, mas pode ser grave em casos de colangite supurativa ou choque séptico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de Tóquio para o diagnóstico de colangite aguda?

Os critérios de Tóquio para colangite aguda incluem evidências de inflamação sistêmica (febre, calafrios, leucocitose, PCR elevada), evidências de colestase (icterícia, bilirrubina elevada, fosfatase alcalina/GGT elevadas) e achados de imagem (dilatação biliar, estenose, cálculo). O diagnóstico requer um critério de cada categoria.

Qual a importância da imagem no diagnóstico da colangite?

A imagem (ultrassonografia, TC, colangiorressonância) é fundamental para identificar a causa da obstrução biliar (cálculos, estenoses, tumores) e a presença de dilatação das vias biliares, que é um dos pilares para o diagnóstico de colangite.

Como a colangite se diferencia de outras causas de icterícia obstrutiva?

A colangite se diferencia pela presença de sinais de infecção sistêmica (febre, leucocitose) associados à icterícia obstrutiva. Outras causas de icterícia obstrutiva podem não apresentar febre ou sinais inflamatórios agudos, embora a obstrução possa predispor à colangite.

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