Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2019
Para fins de encerramento do caso de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), não é necessário aguardar o término do acompanhamento. Sendo INADEQUADA, apenas, uma das condutas abaixo descrita. Marque-a.
LTA mucosa: critério de cura exige acompanhamento prolongado (12 meses), não apenas 2 meses pós-tratamento.
O encerramento de casos de Leishmaniose Tegumentar Americana no Sinan segue critérios clínicos específicos. Para a forma cutânea, a cura é definida pela epitelização das lesões em até 3 meses, com observação estendida se necessário. Já para a forma mucosa, o acompanhamento é mais longo, geralmente 12 meses, tornando inadequada a avaliação de cura em apenas 2 meses.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, é um agravo de notificação compulsória, e o correto manejo e encerramento dos casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) são cruciais para a vigilância epidemiológica e controle da doença. A compreensão dos critérios de cura é fundamental para a prática clínica e para a saúde pública. O diagnóstico de cura da LTA é essencialmente clínico. Para a forma cutânea, a cura é estabelecida pela epitelização completa das lesões ulceradas e pela regressão total da infiltração e do eritema em até 3 meses após o tratamento. Se esses critérios não forem cumpridos, a observação pode ser estendida até 6 meses. Já para a forma mucosa, a avaliação é mais complexa e o acompanhamento deve ser prolongado por 12 meses, com exames otorrinolaringológicos para confirmar a regressão de todos os sinais. A distinção nos períodos de acompanhamento e nos critérios de cura entre as formas cutânea e mucosa reflete a maior gravidade e o risco de recidivas tardias da forma mucosa. O encerramento do caso no Sinan não exige o término do acompanhamento, mas sim o cumprimento dos critérios de cura estabelecidos, garantindo que o paciente esteja efetivamente curado e reduzindo a subnotificação ou o prolongamento desnecessário do acompanhamento em sistemas de informação.
Os critérios de cura para a forma cutânea da LTA incluem a epitelização completa das lesões ulceradas e a regressão total da infiltração e do eritema, geralmente observados até 3 meses após o término do esquema terapêutico.
Para a forma mucosa da LTA, o acompanhamento é mais prolongado, sendo indicado por 12 meses após a conclusão do tratamento para monitorar a regressão dos sinais e sintomas e prevenir recidivas.
O encerramento de um caso de LTA no Sinan pode ocorrer antes do término do acompanhamento, desde que os critérios clínicos de cura específicos para a forma da doença (cutânea ou mucosa) tenham sido plenamente atingidos e documentados.
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