PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Qual o critério para o paciente com hanseníase receber alta por cura?
Hanseníase: Alta por cura = Finalização do esquema de Poliquimioterapia (PQT), independentemente da persistência de lesões ou baciloscopia.
O critério de cura para hanseníase é exclusivamente a conclusão do esquema de poliquimioterapia (PQT) recomendado, pois a eliminação do bacilo ocorre com o tratamento, mesmo que algumas lesões residuais ou baciloscopia positiva (não viável) possam persistir por um tempo.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. O tratamento é baseado na poliquimioterapia (PQT), que é altamente eficaz na eliminação do bacilo e na prevenção de incapacidades. A adesão ao tratamento é crucial para o sucesso terapêutico e para a interrupção da cadeia de transmissão. O critério de alta por cura da hanseníase é a finalização do esquema de poliquimioterapia recomendado, independentemente da persistência de lesões cutâneas ou da negativação da baciloscopia. Isso ocorre porque o tratamento mata os bacilos, mas a resolução completa das lesões e a eliminação de bacilos mortos do organismo podem levar tempo. A baciloscopia pode permanecer positiva por um período, mas esses bacilos não são viáveis e não transmitem a doença. É importante monitorar o paciente após a alta para identificar e tratar precocemente reações hansênicas, que podem ocorrer mesmo após a conclusão do tratamento. A educação do paciente sobre a doença e a importância da PQT completa são fundamentais para garantir a cura e prevenir sequelas. A hanseníase é curável, e o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar a progressão da doença e suas complicações.
O principal critério de cura para a hanseníase é a conclusão do esquema de poliquimioterapia (PQT) recomendado para a forma clínica da doença (paucibacilar ou multibacilar), com o número de doses supervisionadas e autoadministradas completas.
Não necessariamente. Lesões residuais ou baciloscopia positiva podem persistir por um tempo após a conclusão da PQT, pois os bacilos podem estar mortos e o processo inflamatório residual pode demorar a regredir. Isso não significa falha terapêutica, desde que o esquema completo tenha sido administrado.
Para a hanseníase paucibacilar, o esquema é Rifampicina e Dapsona por 6 meses. Para a hanseníase multibacilar, o esquema é Rifampicina, Dapsona e Clofazimina por 12 meses. Ambos os esquemas incluem doses supervisionadas e autoadministradas.
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