HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Fazem parte dos critérios de Child-Pugh, as medidas clínicas e laboratoriais abaixo, exceto:
GGT NÃO faz parte dos critérios de Child-Pugh; são TAP, albumina, bilirrubinas, ascite, encefalopatia.
Os critérios de Child-Pugh focam em parâmetros que refletem a função sintética e desintoxicante do fígado (TAP, albumina, bilirrubinas) e as principais complicações da doença hepática avançada (ascite, encefalopatia). Enzimas como Gama-GT (GGT), AST e ALT, embora importantes para o diagnóstico de lesão hepática, não são utilizadas para o estadiamento prognóstico de Child-Pugh.
Os critérios de Child-Pugh são uma ferramenta fundamental na hepatologia para avaliar a gravidade e o prognóstico de pacientes com cirrose hepática. Eles foram desenvolvidos para estratificar o risco de mortalidade e complicações, sendo cruciais para a tomada de decisões clínicas, como a indicação de transplante hepático ou a avaliação do risco em procedimentos cirúrgicos. A composição dos critérios de Child-Pugh é específica e inclui cinco parâmetros: tempo de protrombina (TAP ou INR), albumina sérica, bilirrubinas totais, presença e grau de ascite, e presença e grau de encefalopatia hepática. Cada um desses itens reflete diretamente a capacidade funcional do fígado (síntese de proteínas, metabolismo de bilirrubinas) ou as consequências da disfunção hepática e hipertensão portal. É um erro comum, especialmente entre estudantes e residentes, confundir os critérios de Child-Pugh com outros exames hepáticos. Enzimas como Gama-GT (GGT), AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase) são marcadores de lesão hepatocelular ou colestase, mas não são componentes do escore Child-Pugh, que se concentra na função e nas manifestações de descompensação. Compreender essa distinção é vital para a correta aplicação do escore na prática clínica.
Os cinco componentes são: tempo de protrombina (TAP/INR), albumina sérica, bilirrubinas totais, ascite e encefalopatia hepática. Cada um é pontuado de 1 a 3.
A Gama-GT (GGT) é uma enzima que indica lesão hepatocelular ou colestase, mas não reflete diretamente a função sintética ou desintoxicante do fígado de forma prognóstica, como os parâmetros do Child-Pugh.
As classes são A (5-6 pontos, doença bem compensada), B (7-9 pontos, comprometimento funcional moderado) e C (10-15 pontos, doença descompensada), indicando diferentes níveis de gravidade e prognóstico da cirrose.
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