FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2017
Dentre os critérios de casualidade propostos por Hill, o que é necessário para afastar a hipótese de que uma associação seja causal é a:
Causalidade de Hill: temporalidade (exposição antes do efeito) é CRÍTICA para não afastar a causa.
A temporalidade é o único critério de causalidade de Hill que, se ausente (ou seja, o efeito precede a suposta causa), afasta definitivamente a hipótese de uma associação causal. Os outros critérios fortalecem a causalidade, mas sua ausência não a exclui por completo.
Os critérios de causalidade propostos por Sir Austin Bradford Hill em 1965 são diretrizes amplamente utilizadas na epidemiologia para auxiliar na inferência de uma relação causa-efeito entre uma exposição e um desfecho. Embora não sejam regras absolutas, eles fornecem uma estrutura lógica para avaliar a probabilidade de uma associação ser causal, sendo um conhecimento fundamental para residentes em saúde coletiva e pesquisa clínica. Dentre os nove critérios (força, consistência, especificidade, temporalidade, gradiente biológico/dose-resposta, plausibilidade, coerência, evidência experimental/reversibilidade e analogia), a temporalidade é o único que, se ausente, afasta definitivamente a hipótese de causalidade. Para que uma exposição seja considerada causa de um desfecho, é imperativo que a exposição preceda o desfecho no tempo. Se o efeito ocorre antes da suposta causa, a relação causal é logicamente impossível. Os demais critérios, como a força da associação (magnitude do risco), consistência (repetição dos achados em diferentes estudos), plausibilidade biológica e dose-resposta, fortalecem a inferência causal, mas sua ausência não a exclui por completo. Por exemplo, uma associação fraca ou inconsistente pode ainda ser causal, mas a ausência de temporalidade é um fator eliminatório. Dominar esses critérios é crucial para a interpretação crítica de estudos e para a tomada de decisões em saúde pública.
Os critérios de causalidade de Hill são um conjunto de nove princípios propostos por Sir Austin Bradford Hill para auxiliar na inferência de uma relação causal entre uma exposição e um desfecho em estudos epidemiológicos, embora não sejam regras rígidas.
A temporalidade é o único critério indispensável porque, para que uma exposição seja considerada causa de um efeito, ela obrigatoriamente deve preceder o efeito. Se o efeito ocorre antes da exposição, a relação causal é impossível.
Outros critérios incluem força da associação (risco relativo elevado), consistência (resultados repetidos em diferentes estudos), especificidade (uma causa leva a um efeito único), plausibilidade biológica, coerência, dose-resposta, reversibilidade e analogia.
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