HMV/Moinhos - Hospital Moinhos de Vento (RS) — Prova 2015
Sobre o processo de definição de causa-efeito, avalie as alternativas abaixo: I. A ausência de gradiente dose-resposta refuta a existência de associação causal. II. Para definirmos causalidade, a exposição (causa) deve ser anterior ao desfecho. Assim, estudos transversais usualmente não definem etiologia; os estudos de coorte são mais adequados do que os estudos transversais para definir se há ou não relação causa-efeito. III. Quanto mais forte uma associação, mais provável que ela seja causal. Uma forma de quantificar a força da associação é através do risco relativo. Estão CORRETAS as alternativas:
Causalidade = temporalidade + força de associação (RR) + outros critérios de Bradford Hill.
A temporalidade (causa precede efeito) é essencial para causalidade, e a força da associação, quantificada pelo Risco Relativo (RR), aumenta a probabilidade de causalidade. A ausência de gradiente dose-resposta não refuta a causalidade, apenas a enfraquece, pois nem toda relação causal segue esse padrão linear.
A definição de causa-efeito é um dos pilares da epidemiologia e da medicina baseada em evidências, fundamental para a compreensão da etiologia das doenças e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento. Os critérios de causalidade de Bradford Hill são amplamente utilizados para avaliar a probabilidade de uma associação ser causal, embora não sejam uma lista de requisitos absolutos. Entre os critérios, a temporalidade é considerada essencial: a exposição (causa) deve sempre preceder o desfecho (efeito). Por essa razão, estudos observacionais que permitem estabelecer essa sequência temporal, como os estudos de coorte, são mais adequados para investigar causalidade do que os estudos transversais, que medem exposição e desfecho simultaneamente. Outros critérios importantes incluem a força da associação, que pode ser quantificada por medidas como o Risco Relativo (RR) ou Odds Ratio (OR); quanto mais forte a associação, maior a probabilidade de ser causal. O gradiente dose-resposta, onde o aumento da exposição leva a um aumento proporcional do desfecho, também fortalece a evidência de causalidade, embora sua ausência não a refuta completamente, pois algumas relações podem não seguir esse padrão linear.
Os principais critérios de causalidade, propostos por Bradford Hill, incluem temporalidade, força da associação, consistência, especificidade, plausibilidade biológica, coerência, evidência experimental e gradiente dose-resposta.
A temporalidade é um critério fundamental, pois a exposição (causa) deve obrigatoriamente preceder o desfecho (efeito). Sem temporalidade, não é possível estabelecer uma relação causal.
Estudos de coorte acompanham indivíduos ao longo do tempo, permitindo observar a exposição antes do desenvolvimento do desfecho, estabelecendo a temporalidade. Estudos transversais avaliam exposição e desfecho simultaneamente, dificultando a definição da sequência temporal.
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