HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Por representar uma medida de probabilidade, a significância estatística deve ser com ponderação. É importante que o médico consiga compreender qual a aplicabilidade das análises feitas de modo a melhor embasar as suas decisões clínicas. Considerando que um médico busque critérios para estabelecer uma relação casual e considere mais importante saber: I. A relação com magnitude do efeito, ou seja, se existe uma diferença grande na ocorrência do desfecho ao se comparar expostos e não expostos. II. Se a diferença é sempre observada entre grupos similares e ao longo do tempo. III. Se quando a exposição estiver ausente o desfecho não ocorre. IV. Se as relações observadas entre exposição e desfecho fazem sentido clínico de acordo com o que se conhece da sua natural. Usando como base os cânones de Mill (devido a John Stuart Mill - 1856) os termos que melhor representam as os critérios descritos são:
Critérios de Hill para causalidade: Força, Consistência, Especificidade, Temporalidade, Relação Dose-Resposta, Plausibilidade, Coerência, Evidência Experimental, Analogia.
Os critérios de Bradford Hill são diretrizes para inferir causalidade em estudos epidemiológicos, não sendo regras absolutas. Eles ajudam a ponderar a probabilidade de uma relação ser causal, considerando aspectos como a magnitude do efeito (força) e a lógica biológica (plausibilidade).
No campo da epidemiologia e da medicina baseada em evidências, estabelecer uma relação causal entre uma exposição e um desfecho é fundamental para a saúde pública e a prática clínica. Sir Austin Bradford Hill propôs em 1965 um conjunto de nove critérios que servem como diretrizes para inferir causalidade, embora não sejam regras rígidas. Esses critérios incluem a força da associação (magnitude do efeito), consistência (reprodutibilidade dos achados), especificidade (uma causa leva a um único efeito), temporalidade (exposição precede o desfecho), relação dose-resposta, plausibilidade biológica (coerência com o conhecimento científico), coerência (compatibilidade com outros fatos), evidência experimental e analogia. Eles são ferramentas valiosas para a interpretação de estudos observacionais. A compreensão desses critérios permite que médicos e pesquisadores avaliem criticamente a literatura científica, embasando suas decisões clínicas e de saúde pública em evidências robustas. É crucial lembrar que a presença de todos os critérios fortalece a inferência causal, mas a ausência de um ou mais não a descarta completamente.
Os 9 critérios são: Força da associação, Consistência, Especificidade, Temporalidade, Relação dose-resposta, Plausibilidade biológica, Coerência, Evidência experimental e Analogia.
A força da associação refere-se à magnitude do efeito, ou seja, quão grande é a diferença na ocorrência do desfecho entre expostos e não expostos, sendo um indicador importante de causalidade.
Plausibilidade biológica significa que a relação observada entre exposição e desfecho deve fazer sentido clínico e biológico, de acordo com o conhecimento científico atual sobre a fisiopatologia da doença.
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