HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A síndrome de Lynch é uma condição hereditária autossômica dominante que predispõe os portadores a vários tipos de câncer, principalmente o câncer colorretal e endometrial. Os Critérios de Amsterdam são utilizados na investigação diagnóstica da Síndrome de Lynch, auxilindo na identificação precoce e no seguimento adequado, e, por consequência, melhorando os resultados clínicos e reduzindo a mortalidade associada a essa síndrome. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um critério dos Critérios de Amsterdam II:
Critérios de Amsterdam II → pelo menos 3 parentes com câncer associado à SL, 2 gerações sucessivas, 1 < 50 anos.
Os Critérios de Amsterdam II são ferramentas clínicas para identificar famílias com suspeita de Síndrome de Lynch, focando na história familiar de câncer colorretal e outros cânceres relacionados, como o endometrial, em múltiplas gerações e idades jovens.
A Síndrome de Lynch (SL), também conhecida como Câncer Colorretal Hereditário Não Polipose (HNPCC), é uma das síndromes de câncer hereditário mais comuns, caracterizada por um risco elevado de câncer colorretal e outros tumores, como o endometrial. É uma condição autossômica dominante, causada por mutações em genes de reparo de DNA (MMR). A identificação precoce é vital para o rastreamento e manejo adequados. Os Critérios de Amsterdam II são uma ferramenta clínica essencial para a triagem de famílias com suspeita de SL. Eles incluem a presença de pelo menos três parentes com câncer associado à SL (colorretal, endometrial, intestino delgado, ureter ou pelve renal), sendo um deles parente de primeiro grau dos outros dois; o envolvimento de pelo menos duas gerações sucessivas; e pelo menos um caso de câncer diagnosticado antes dos 50 anos. O diagnóstico da SL permite a implementação de estratégias de rastreamento intensificadas, como colonoscopias mais frequentes e, em alguns casos, cirurgias profiláticas, além de aconselhamento genético. Isso melhora significativamente o prognóstico e a qualidade de vida dos portadores, reduzindo a incidência e a mortalidade por câncer.
A Síndrome de Lynch predispõe principalmente ao câncer colorretal e endometrial, mas também a cânceres gástricos, de ovário, pâncreas, ureter, pelve renal, trato biliar e cérebro.
Os Critérios de Amsterdam II são cruciais para a identificação precoce de famílias com suspeita de Síndrome de Lynch, permitindo rastreamento e manejo adequados para reduzir a mortalidade.
A Síndrome de Lynch é uma condição hereditária autossômica dominante, causada por mutações em genes de reparo de DNA (MMR), como MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2.
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