HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Criança de 06 anos, internada na enfermaria, no quarto dia de antibioticoterapia (Ampicilina + Sulbactam), com hipótese diagnóstica de pneumonia, sem febre há mais de 72 horas, eupnéica e ausculta pulmonar sem comemorativos, sem histórico de uso prévio de outras medicações, exceto prednisolona oral, Fenoterol e Ipratrópio inalatórios. Mãe refere que a filha sempre cansa, por isso tem em casa frascos de prednisolona, 'um xarope ótimo para tosse', mas que desta vez apresentou febre, algo raro durante os episódios de cansaço. Aparente ansiedade por alta hospitalar, visto que além da filha internada, tem uma prole de 4 crianças em casa, sendo um lactente. Radiografia torácica com discreto infiltrado hilar. Hemograma mostra leucocitose neutrofílica (19.000 / 80%), Indique a assertiva que melhor se adequa ao caso:
Pneumonia pediátrica com melhora clínica >72h, eupnéica, afebril → alta precoce com ATB oral, mesmo com leucocitose/infiltrado residual.
A melhora clínica é o principal critério para a alta hospitalar em pneumonia pediátrica, mesmo com exames laboratoriais (leucocitose) ou radiológicos (infiltrado) que ainda não se normalizaram. A transição para antibioticoterapia oral ambulatorial é segura e recomendada, considerando também fatores sociais e a adesão familiar.
A pneumonia pediátrica é uma das principais causas de internação em crianças. A decisão de alta hospitalar é um ponto crucial no manejo, visando otimizar recursos e reduzir riscos de infecções nosocomiais, sem comprometer a segurança do paciente. A melhora clínica, definida por ausência de febre por mais de 72 horas, eupnéia e boa aceitação oral, é o principal critério para a alta. É importante ressaltar que a persistência de leucocitose ou de infiltrado pulmonar residual na radiografia não são, por si só, contraindicações para a alta, desde que a criança esteja clinicamente bem. A radiografia de tórax pode demorar semanas para normalizar, e a leucocitose pode refletir a resposta inflamatória em resolução. A transição para antibioticoterapia oral ambulatorial é uma prática segura e eficaz, com esquemas como amoxicilina ou amoxicilina-clavulanato, que possuem boa biodisponibilidade e espectro adequado. Além dos aspectos clínicos, a avaliação do contexto social da família é fundamental para garantir a adesão ao tratamento ambulatorial. Orientações claras sobre a medicação, sinais de alerta e o uso racional de outras medicações, como corticoides, são essenciais para o sucesso do tratamento pós-alta e para a prevenção de recorrências ou complicações.
Os principais critérios incluem melhora clínica significativa, ausência de febre por mais de 24-48 horas, estabilidade hemodinâmica, ausência de desconforto respiratório e capacidade de aceitar dieta e medicação oral.
Sim, a leucocitose pode persistir por alguns dias após a melhora clínica da pneumonia. A decisão de alta deve priorizar a condição clínica geral da criança, e não apenas a normalização dos exames laboratoriais.
A transição pode ser feita quando a criança apresenta melhora clínica, está afebril por pelo menos 24-48 horas, tolera a via oral e não possui complicações que exijam a via intravenosa. A escolha do antibiótico oral deve ter espectro semelhante ao intravenoso.
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