SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Pelos novos critérios de classificação para artrite reumatoide (ACR/EULAR, 2010), é menos importante para o diagnóstico:
Critérios ACR/EULAR 2010 AR: radiografias são menos importantes para CLASSIFICAÇÃO precoce que clínica e sorologia.
Os critérios ACR/EULAR de 2010 para Artrite Reumatoide focam na identificação precoce da doença para iniciar o tratamento. Por isso, dão maior peso a fatores clínicos (número e tipo de articulações acometidas, duração dos sintomas) e laboratoriais (FR/anti-CCP, PCR/VHS) do que a alterações radiográficas, que geralmente são achados tardios.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente as articulações sinoviais, levando a dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, destruição articular e deformidades. A prevalência global varia entre 0,5% e 1%, sendo mais comum em mulheres. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir danos articulares irreversíveis, melhorando significativamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. Os critérios de classificação ACR/EULAR de 2010 foram desenvolvidos para identificar pacientes com AR em estágios iniciais, permitindo a inclusão em estudos clínicos e o início de terapias modificadoras da doença (DMARDs). Eles atribuem pontos a diferentes domínios: envolvimento articular, sorologia (fator reumatoide e anticorpo anti-CCP), reagentes de fase aguda (VHS e PCR) e duração dos sintomas. Uma pontuação total de 6 ou mais classifica o paciente como tendo AR definida. O tratamento da AR visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir a destruição articular e manter a função. Inclui DMARDs sintéticos (como metotrexato), biológicos e inibidores de JAK. O prognóstico melhorou drasticamente com o advento dessas terapias, mas a monitorização contínua da atividade da doença e dos efeitos adversos é essencial. A educação do paciente sobre a doença e a adesão ao tratamento são fundamentais para o sucesso terapêutico.
Os principais componentes incluem o número e tipo de articulações acometidas, duração dos sintomas (>6 semanas), marcadores sorológicos (Fator Reumatoide e anti-CCP) e reagentes de fase aguda (VHS e PCR).
As alterações radiográficas, como erosões e estreitamento do espaço articular, são geralmente achados tardios da doença. Os critérios de 2010 visam a classificação precoce para permitir intervenção terapêutica antes que danos estruturais significativos ocorram.
A artrite de pequenas articulações (ex: MCF, IFP, MTP) confere maior pontuação nos critérios, refletindo sua maior especificidade para Artrite Reumatoide, enquanto o acometimento de grandes articulações isoladamente tem menor peso.
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