Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Sobre a febre chikungunya, até a Semana Epidemiológica 47 foram notificados 2.597 casos autóctones suspeitos no Brasil. Destes, 251 foram descartados, 1.425 foram confirmados, sendo 54 por critério laboratorial e 1.371 por critério clínico-epidemiológico e 727 continuam em investigação. Caracterizada a transmissão sustentada de febre de chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, o Ministério da Saúde recomenda que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico. Assinale a opção abaixo que representa corretamente o critério clínico-epidemiológico da febre chikungunya.
Chikungunya: Critério clínico-epidemiológico = febre + poliartralgia em área com casos lab. confirmados.
O critério clínico-epidemiológico para a febre Chikungunya é utilizado em áreas com transmissão sustentada, após a confirmação laboratorial dos primeiros casos. Ele permite a confirmação de novos casos baseada na presença de sintomas típicos (febre e poliartralgia) em indivíduos que residem ou visitaram a área afetada, agilizando a vigilância e o manejo.
A febre Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), transmitida por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Caracteriza-se por febre alta de início súbito e poliartralgia intensa, que pode ser incapacitante e persistir por longos períodos, levando a uma fase crônica da doença. A vigilância epidemiológica é fundamental para monitorar a disseminação do vírus e implementar medidas de controle. Em situações de surto ou em áreas onde a transmissão do vírus Chikungunya já está estabelecida e sustentada, o Ministério da Saúde recomenda a utilização do critério clínico-epidemiológico para a confirmação de casos. Este critério é aplicado após a confirmação laboratorial dos primeiros casos na localidade, que atesta a circulação viral. A partir daí, casos que apresentem a sintomatologia clássica (febre e poliartralgia) e que tenham residido ou visitado uma área com casos confirmados laboratorialmente podem ser confirmados sem a necessidade de exames laboratoriais individuais, otimizando os recursos e agilizando as ações de saúde pública. O diagnóstico diferencial da febre Chikungunya inclui outras arboviroses como Dengue e Zika, que podem apresentar sintomas semelhantes. A fase aguda da doença é marcada por febre e dor articular, enquanto a fase crônica pode envolver artralgia persistente e outras manifestações reumatológicas. O tratamento é sintomático, focado no alívio da dor e da febre. A prevenção baseia-se no controle do vetor, com eliminação de focos de reprodução do mosquito e uso de repelentes. A correta aplicação dos critérios diagnósticos é essencial para a gestão de casos e para a resposta a epidemias.
O critério clínico-epidemiológico é utilizado em áreas onde a transmissão da febre Chikungunya já está estabelecida e houve confirmação laboratorial dos primeiros casos. Ele agiliza o diagnóstico e a vigilância em surtos ou epidemias.
Os principais sintomas da febre Chikungunya incluem febre alta de início súbito e poliartralgia intensa (dor em múltiplas articulações), que pode ser debilitante e persistir por semanas ou meses. Outros sintomas podem incluir cefaleia, mialgia, exantema e náuseas.
A confirmação laboratorial dos primeiros casos é crucial para identificar a circulação do vírus em uma nova área e estabelecer a transmissão sustentada. Uma vez confirmada a circulação, o critério clínico-epidemiológico pode ser aplicado para os casos subsequentes, otimizando os recursos de saúde pública.
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