UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Achados de cristais no exame qualitativo (comum) de urina podem ser normais ou indicar um processo patológico. Assinalar a alternativa que apresenta o cristal que sempre está relacionado a uma patologia:
Cristais de cistina na urina = SEMPRE patológico, indicando cistinúria.
Enquanto cristais de oxalato de cálcio, ácido úrico e fosfato de cálcio podem ser encontrados em urinas normais (variando com pH e dieta), a presença de cristais de cistina é sempre um achado patológico, indicando a doença metabólica hereditária cistinúria.
O exame qualitativo de urina, ou urinálise, é uma ferramenta diagnóstica fundamental na prática médica, fornecendo informações valiosas sobre a função renal e o estado metabólico. A análise do sedimento urinário, em particular, permite a identificação de células, cilindros e cristais, que podem ser indicativos de diversas condições fisiológicas ou patológicas. A correta interpretação desses achados é essencial para o diagnóstico diferencial. Entre os cristais que podem ser encontrados na urina, alguns são considerados achados normais ou de pouca relevância clínica na ausência de outros sintomas, como os cristais de oxalato de cálcio (frequentemente em forma de envelope), ácido úrico (em urinas ácidas) e fosfato de cálcio (em urinas alcalinas). A presença desses cristais pode ser influenciada pela dieta, hidratação e pH urinário, e nem sempre indica um processo patológico ativo. No entanto, em grandes quantidades ou associados a outros achados, podem sugerir risco de litíase renal. Por outro lado, a presença de cristais de cistina na urina é sempre um achado patológico e de grande importância clínica. Cristais de cistina são hexagonais e incolores, e sua detecção é patognomônica de cistinúria, uma doença metabólica hereditária autossômica recessiva. A cistinúria é caracterizada por um defeito no transporte tubular renal de cistina e outros aminoácidos dibásicos, levando ao acúmulo e precipitação de cistina na urina, com consequente formação de cálculos renais recorrentes. O diagnóstico precoce é vital para iniciar medidas preventivas e evitar danos renais progressivos.
Cristais de oxalato de cálcio (mais comum), ácido úrico e fosfato de cálcio são frequentemente encontrados em urinas normais, dependendo do pH urinário, dieta e hidratação do indivíduo.
A presença de cristais de cistina na urina é sempre patológica e indica cistinúria, uma doença metabólica hereditária caracterizada pela reabsorção tubular renal deficiente de cistina e outros aminoácidos dibásicos, levando à formação de cálculos renais de cistina.
O pH da urina é um fator crucial na formação de cristais. Cristais de ácido úrico e oxalato de cálcio tendem a se formar em urina ácida, enquanto cristais de fosfato de cálcio e estruvita (fosfato amoníaco magnesiano) são mais comuns em urina alcalina.
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