HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa correta sobre as crises epilépticas neonatais.
Crises sutis → tipo + comum de crise neonatal, independente da idade gestacional.
As crises epilépticas neonatais são manifestações neurológicas complexas, e as crises sutis, muitas vezes subestimadas, são as mais prevalentes devido à imaturidade cerebral do neonato, que impede a propagação de descargas epilépticas de forma organizada.
As crises epilépticas neonatais representam uma emergência neurológica comum no período neonatal, com uma incidência que varia de 1 a 5 por 1000 nascidos vivos. Sua identificação e manejo adequados são cruciais para minimizar o risco de sequelas neurológicas a longo prazo, sendo um tema de grande relevância para a prática pediátrica e para provas de residência. A fisiopatologia das crises neonatais é complexa e reflete a imaturidade do sistema nervoso central, que favorece a hiperexcitabilidade neuronal. As crises sutis, caracterizadas por movimentos oculares, orais ou posturais discretos, são as mais prevalentes, independentemente da idade gestacional, devido à dificuldade de propagação das descargas epilépticas em um cérebro imaturo. O diagnóstico exige alta suspeição clínica e confirmação por EEG. O tratamento das crises epilépticas neonatais visa controlar as crises e tratar a causa subjacente. A abordagem inicial inclui a correção de distúrbios metabólicos e, se as crises persistirem, o uso de anticonvulsivantes como fenobarbital. O prognóstico depende da etiologia, da duração das crises e da resposta ao tratamento, sendo fundamental o acompanhamento neurológico a longo prazo.
As crises epilépticas neonatais são classificadas em sutis, clônicas, tônicas, mioclônicas e espasmos. As crises sutis são as mais frequentes, especialmente em prematuros, devido à imaturidade cerebral.
A identificação precoce das crises sutis é crucial, pois podem ser a única manifestação de disfunção cerebral significativa e estão associadas a um pior prognóstico neurológico se não tratadas adequadamente.
As causas mais frequentes incluem encefalopatia hipóxico-isquêmica, distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hipocalcemia), infecções do SNC, malformações cerebrais e hemorragias intracranianas.
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