UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Em epilepsia "marcha jacksoniana" e "paralisia de Todd", melhor representam:
Marcha jacksoniana e Paralisia de Todd → Crises epilépticas focais.
A marcha jacksoniana descreve a propagação gradual dos sintomas motores ou sensitivos em uma crise focal, enquanto a paralisia de Todd é uma paresia ou paralisia transitória pós-ictal, ambas indicativas de crises com início focal.
As crises epilépticas focais são um tipo comum de epilepsia, originando-se em uma rede neuronal limitada a um hemisfério cerebral. A compreensão de suas manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico correto e manejo. A semiologia detalhada, como a presença de marcha jacksoniana, ajuda a localizar o foco epiléptico. A marcha jacksoniana é um fenômeno onde a atividade epiléptica se propaga de forma ordenada pelo córtex motor ou sensitivo, resultando em sintomas que se espalham progressivamente por partes adjacentes do corpo. Já a paralisia de Todd é uma paresia ou paralisia unilateral e transitória que ocorre no período pós-ictal, após uma crise focal, e geralmente se resolve completamente em até 48 horas. O reconhecimento desses sinais é fundamental para diferenciar crises focais de outros eventos neurológicos e para guiar a investigação diagnóstica, que pode incluir eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem. O tratamento visa controlar as crises com medicamentos antiepilépticos, e em casos refratários, considerar opções cirúrgicas.
As crises focais podem apresentar sintomas motores (como marcha jacksoniana), sensitivos, autonômicos ou cognitivos, dependendo da área cerebral afetada, sem perda de consciência ou com alteração da mesma.
A marcha jacksoniana é a propagação gradual dos sintomas motores ou sensitivos de uma parte do corpo para outras adjacentes, indicando uma crise focal que se espalha pelo córtex motor ou sensitivo.
A paralisia de Todd é uma paresia ou paralisia transitória que ocorre após uma crise epiléptica focal, com resolução espontânea em minutos a horas, enquanto um AVC causa déficits neurológicos mais duradouros.
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