AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Acerca das causas, etiologias e riscos das crises convulsivas assinale a alternativa correta:
Qualquer cérebro pode convulsionar → Depende do limiar individual e estímulos específicos.
Crises convulsivas resultam de um desequilíbrio entre excitação e inibição neuronal; indivíduos saudáveis podem apresentar crises se expostos a insultos metabólicos ou tóxicos graves.
A convulsão é a manifestação clínica de uma descarga elétrica excessiva, hipersincrônica e autolimitada de um grupo de neurônios cerebrais. A fisiopatologia básica envolve uma falha nos mecanismos inibitórios (GABAérgicos) ou um excesso de estímulos excitatórios (Glutamatérgicos). É fundamental compreender que o cérebro humano 'normal' possui a capacidade intrínseca de convulsionar sob condições extremas. Isso explica por que crises podem ocorrer em pacientes sem epilepsia quando submetidos a insultos sistêmicos graves. O manejo inicial foca na estabilização do paciente (ABC) e na identificação/correção de fatores desencadeantes, reservando o tratamento farmacológico crônico para casos com alta probabilidade de recorrência espontânea.
O limiar convulsivo é o nível de excitabilidade neuronal acima do qual um cérebro manifesta uma crise. Esse limiar é determinado geneticamente e pode ser temporariamente reduzido por fatores como privação de sono, estresse, febre, uso de certas drogas ou distúrbios metabólicos.
Uma crise convulsiva é um evento isolado de atividade elétrica anormal. A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por uma predisposição persistente do cérebro em gerar crises espontâneas, geralmente definida por duas ou mais crises não provocadas com intervalo > 24h ou uma crise com alto risco de recorrência.
Em adultos, as causas agudas (crises provocadas) incluem distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia, hipocalcemia), abstinência de álcool ou benzodiazepínicos, intoxicações, traumatismo cranioencefálico agudo, acidente vascular cerebral e infecções do SNC como meningites.
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