UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menino, 8 anos de idade, portador de doença falciforme HbSC, é levado ao PS com dor de forte intensidade, contínua, no membro inferior esquerdo há 12 horas, com início após aula de educação física, sem outras queixas. Apresenta dificuldade para deambular e fácies de dor. Qual é a conduta inicial a ser tomada?
Crise vaso-oclusiva grave = Hidratação venosa + Analgesia potente (Opioides) imediata.
A crise vaso-oclusiva é uma emergência dolorosa. O tratamento inicial baseia-se em hidratação adequada e controle agressivo da dor, frequentemente exigindo opioides em casos de forte intensidade.
A doença falciforme é caracterizada pela presença da hemoglobina S, que polimeriza em condições de hipóxia ou estresse, causando o afoiçamento das hemácias. Isso leva à oclusão da microcirculação, isquemia tecidual e dor intensa. A crise vaso-oclusiva é a causa mais comum de hospitalização. O manejo da dor deve ser rápido (idealmente em até 30-60 minutos da chegada) e seguir a escada analgésica da OMS, valorizando o relato de dor do paciente.
A conduta inicial envolve hidratação (preferencialmente oral, ou venosa se necessário) e analgesia imediata. Para dores de forte intensidade, o uso de opioides (como morfina) associado a analgésicos não opioides é o padrão.
Sim. Embora a variante HbSC possa ter um curso clínico mais brando que a HbSS em alguns aspectos, esses pacientes ainda sofrem crises vaso-oclusivas graves, complicações retinianas e necrose avascular.
A hidratação deve ser calculada para manter o paciente euvolêmico. Deve-se evitar a hiper-hidratação vigorosa, que pode precipitar síndrome torácica aguda por edema pulmonar, especialmente em pacientes com disfunção cardíaca ou renal.
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