HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Vicent Van Gogh é um dos mais conceituados pintores da humanidade. Em sua vida, Van Gogh não teve reconhecimento, e fora internado por diversas vezes, sendo taxado de louco. Suspeita-se que o pintor era epilético. Em uma de suas internações, o seu médico Paul Gachet, escreveu uma carta relatando que ''Vicent repentinamente caiu, deu uma espécie de grito, ficou azulado, e de repente estendeu os membros, seguido de abalos clônicos, durando menos de dois minutos. Após isso, ele ficou confuso por cerca de meia hora''.
Grito + cianose + extensão membros (tônica) + abalos (clônica) + confusão pós-ictal = Crise Tônico-Clônica Generalizada.
A descrição da crise de Van Gogh, com grito, cianose, extensão dos membros (fase tônica), abalos clônicos e confusão pós-ictal, é clássica de uma crise tônico-clônica generalizada, que envolve ambos os hemisférios cerebrais desde o início.
As crises epilépticas são manifestações clínicas de descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro. A correta identificação do tipo de crise é fundamental para o diagnóstico e manejo da epilepsia. A crise tônico-clônica generalizada é um dos tipos mais reconhecíveis, caracterizada por um início súbito com perda de consciência, seguido por fases tônica e clônica. A fase tônica envolve contração muscular sustentada, levando à rigidez do corpo, extensão dos membros, e pode ser acompanhada por um "grito epiléptico" e cianose devido à apneia. A fase clônica se segue, com abalos rítmicos e repetitivos dos membros. Após essas fases, o paciente entra no período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, cefaleia e amnésia do evento, que pode durar minutos a horas. A descrição da crise de Van Gogh, com grito, cianose, extensão dos membros, abalos clônicos e confusão pós-ictal, é um exemplo clássico de crise tônico-clônica generalizada. Compreender a semiologia de diferentes tipos de crises é crucial para o diagnóstico diferencial e para iniciar o tratamento antiepiléptico adequado, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Uma crise tônico-clônica generalizada tipicamente inclui uma fase tônica (rigidez, extensão dos membros, grito, cianose) seguida por uma fase clônica (abalos rítmicos) e um período pós-ictal de confusão.
Na crise tônico-clônica generalizada, o início é bilateral e súbito. Na focal com evolução bilateral, há sinais focais iniciais antes da generalização, que podem ser sutis e difíceis de observar.
O período pós-ictal, com confusão, sonolência e amnésia, é um forte indicativo de crise epiléptica, especialmente tônico-clônica generalizada, e ajuda a diferenciá-la de outros eventos paroxísticos.
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