INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma paciente com 32 anos de idade foi internada em Unidade de Terapia Intensiva com quadro de crise tireotóxica, relatando, na admissão, palpitação, nervosismo, falta de ar, fraqueza e perda de peso. Ao exame físico, apresentava taquicardia, tremor fino, miopatia proximal e sopro na tireoide. Após a investigação, foi feito o diagnóstico de doença de Graves.Entre as modalidades de tratamento para o controle do hipertireoidismo na doença de Graves, a mais indicada nesse contexto clínico é
Crise tireotóxica aguda → Metimazol/Propiltiouracil + Beta-bloqueador + Glicocorticoide para estabilização imediata.
Em uma crise tireotóxica, o tratamento inicial visa bloquear a síntese e liberação de hormônios tireoidianos, além de controlar os sintomas. Drogas antitireoidianas como o metimazol são a primeira linha para inibir a produção hormonal, sendo o propiltiouracil preferível em gestantes ou na fase inicial da crise devido à inibição periférica de T4 para T3.
A crise tireotóxica é uma emergência endócrina grave, caracterizada por uma exacerbação aguda e potencialmente fatal dos sintomas de hipertireoidismo. Embora rara, sua mortalidade é significativa se não for prontamente reconhecida e tratada. É mais comum em pacientes com doença de Graves não tratada ou subtratada, precipitada por eventos como infecções, cirurgias, trauma ou estresse. O reconhecimento precoce é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve uma liberação maciça de hormônios tireoidianos, levando a uma hiperatividade simpática e disfunção multissistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sinais e sintomas graves de tireotoxicose, como febre, taquicardia desproporcional, arritmias, alterações do estado mental (agitação, psicose, coma), insuficiência cardíaca e disfunção hepática. A escala de Burch-Wartofsky pode auxiliar na avaliação da gravidade. O tratamento da crise tireotóxica é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente. Consiste em quatro pilares: inibição da síntese de hormônios tireoidianos (metimazol ou propiltiouracil), bloqueio da liberação de hormônios (solução de Lugol ou iopanoato), bloqueio dos efeitos periféricos dos hormônios (beta-bloqueadores como propranolol) e tratamento de suporte (glicocorticoides, fluidos, resfriamento). A tireoidectomia ou iodo radioativo são tratamentos definitivos para o hipertireoidismo, mas contraindicados na fase aguda da crise.
A crise tireotóxica manifesta-se com exacerbação dos sintomas de hipertireoidismo, como taquicardia, febre, agitação, alterações do estado mental, insuficiência cardíaca e disfunção gastrointestinal. É uma emergência médica grave que requer intervenção imediata.
O metimazol é uma droga antitireoidiana que inibe a síntese de hormônios tireoidianos, bloqueando a organificação do iodo e o acoplamento das iodotirosinas. É crucial para reduzir rapidamente os níveis hormonais e controlar a crise, sendo administrado por via oral ou retal.
Além das drogas antitireoidianas, o tratamento inclui beta-bloqueadores para controlar os sintomas adrenérgicos (taquicardia, tremor), glicocorticoides para inibir a conversão periférica de T4 em T3 e iodo para bloquear a liberação hormonal após a inibição da síntese. Medidas de suporte também são essenciais.
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