Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Mulher, 43 anos de idade, no pronto socorro por palpitações, tremores e insônia há 2 meses. Relata perda ponderai de 20kg nesse período, associada a diarreia líquida, 3 episódios por dia, sem sangue e sem muco. Nega comorbidades ou uso de medicações. Ao exame clínico: agitação psicomotora, pressão arterial = 130 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 132 batimentos/minuto, frequência respiratória = 16 incursões/minuto e temperatura axilar = 37,9° C. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Ao exame de cabeça e pescoço observa-se aumento do volume da tireoide. Qual é a principal hipótese diagnóstica para esta paciente?
Palpitações, tremores, insônia, perda peso, diarreia + taquicardia, febre, agitação, bócio → Crise Tireotóxica.
A paciente apresenta um quadro de tireotoxicose grave e descompensada, com múltiplos sintomas sistêmicos (taquicardia, febre, agitação, perda de peso acentuada, diarreia) e sinais de disfunção orgânica, que caracterizam uma crise tireotóxica, uma emergência médica.
A crise tireotóxica, também conhecida como tempestade tireoidiana, é uma emergência endócrina rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por uma exacerbação grave dos sinais e sintomas de tireotoxicose, com disfunção de múltiplos órgãos. Geralmente ocorre em pacientes com hipertireoidismo não tratado ou inadequadamente tratado, precipitado por estresse (infecção, cirurgia, trauma, cetoacidose diabética). O diagnóstico é clínico e se baseia na presença de sintomas de tireotoxicose (palpitações, tremores, perda de peso, diarreia, intolerância ao calor) associados a sinais de descompensação sistêmica, como febre alta, taquicardia desproporcional, arritmias, agitação psicomotora, delirium, coma, insuficiência cardíaca e disfunção gastrointestinal (náuseas, vômitos, diarreia, icterícia). A presença de bócio sugere uma etiologia como Doença de Graves. O tratamento da crise tireotóxica é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente, mesmo antes da confirmação laboratorial. Inclui medidas de suporte (hidratação, controle da febre), bloqueio da síntese e liberação de hormônios tireoidianos (propiltiouracil ou metimazol, iodeto), bloqueio dos efeitos periféricos (betabloqueadores) e tratamento da causa precipitante. A rápida identificação e intervenção são cruciais para reduzir a mortalidade.
A crise tireotóxica é um diagnóstico clínico baseado na presença de tireotoxicose grave e disfunção de múltiplos órgãos, incluindo febre, taquicardia desproporcional, agitação psicomotora, alterações gastrointestinais e, em casos graves, coma.
A crise tireotóxica é uma exacerbação grave do hipertireoidismo, com sintomas sistêmicos acentuados e sinais de descompensação orgânica, como febre alta, taquicardia extrema, agitação ou letargia, e disfunção gastrointestinal, que não são típicos do hipertireoidismo leve a moderado.
A crise tireotóxica é uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. O reconhecimento rápido permite iniciar o tratamento imediato para reduzir a produção e liberação de hormônios tireoidianos e controlar os sintomas sistêmicos.
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